terça-feira, 19 de agosto de 2025

BEM PREPARADO, ZELENSKY "CONQUISTOU" DONALD TRUMP



Transcrição


Alô, bom dia. Estamos de volta nessa
terça-feira, 19 de agosto de 2025. Sejam
todos bem-vindos. Quero começar mandando
um super abraço para a querida amiga
Lídia, que nos deu uma força, realmente
nos socorreu nesse mês que tá bem
difícil aqui pro canal. Te agradeço
muito, Lídia. Um beijo no coração. Deus
te abençoe.
Bem, meus queridos amigos, hoje é dia de
notícias polêmicas, como por exemplo,
Donald Trump foi conquistado por
Zelensk. Isso é polêmico porque Zelensk
não goza de muita popularidade aqui no
Brasil. Eu tenho percebido que os
brasileiros conservadores
gostam mais de Putin, que apoia
ditaduras como a de Maduro, por exemplo.
Então, é muito difícil entender. Aliás,
alguém já disse, né, no passado, o
Brasil não é para amadores. Pois é, mas
enfim, seja como for, isso é notícia.
Não passou despercebido da mídia que
Zelensk conquistou Donald Trump. Eh, o
jornalista Steven
Leporn, eh, um velho jornalista
norte-americano, chegou a dizer que
Zelensk fez uma jogada de mestre ontem,
segunda-feira, na Casa Branca. Aliás, a
jogada de mestre começou eh pela
companhia que Zelensk levou para o
Washington. Ele chegou com um grande
apoio como Macron, Guis Dermer, Melone,
mas ele também provavelmente foi muito
aconselhado por esses líderes europeus
que têm um acesso diferenciado à Casa
Branca, principalmente Georgia Meloni. É
bom lembrar que no primeiro encontro
Zelenski chegou topetudo, cisudo, eh,
dando ordens, tipo assim, querendo
mandar no pedaço e levou vários puxões
de orelha. Trump ficou realmente
irritado com Zelensk no primeiro
encontro.
Jade Vence também, aliás, Jade Vence foi
aquele que mais duro falou com Zelensk
ali no salão oval. Algo como
comporta-se, garoto, você está aqui na
presidência dos Estados Unidos? Bem, até
mesmo o trage de Zelensk foi criticado
naquele entonces. Dessa vez foi tudo
diferente.
Zelensk chegou de terno para conversar
com Donald Trump. foi muito amigável,
foi muito simpático, muito sorridente,
mas mais ainda ele agradeceu inúmeras
vezes a Donald Trump e observa o mesmo
jornalista Steven Lepor chegou a falar
na língua de Donald Trump, ou seja, a
língua comercial. É, vejam só. Mas sem
mais, o Washington Post, por exemplo,
observou que Zelensk agradeceu a Trump
aproximadamente 11 vezes num num
discurso público de quase 5 minutos na
segunda-feira.
Ele agradeceu a Trump mais de sete vezes
em 50 segundos enquanto se dirigia uma
imprensa no salão oval, local do informe
do perdão, local
do encontro anterior, o encontro de
março desse ano, infame encontro de
março, disse Zelensk. Muito obrigado,
senhor presidente. Se me permite, antes
de mais nada, agradeço o convite e muito
obrigado pelos seus esforços, esforços
pessoais. para impedir as mortes e esta
guerra. Obrigado disse Zelenski.
O Washington Post observa também que
além das gentilezas, Zelensk veio
preparado para falar na linguagem que
Trump tornou famosa, a arte do acordo. E
aí está essa foto que diz muito, não é?
Como dizem, uma foto fala mais do que
1000 palavras. Zelência anunciou que a
Ucrânia planeja comprar 100 bilhões em
armas americanas em troca de um grande
passo adiante, um passo para a frente em
direção à paz que Zelensk acredita que
Trump ofereceu. Os aliados europeus
ajudarão a Ucrânia a financiar o acordo,
bem como um acordo de 50 bilhões entre
Washington e Kiev para ajudar empresas
ucranianas a produzir drones.
O Financial Tim informou, por exemplo,
que Trump disse a Zelensk que os Estados
Unidos ajudariam a garantir a segurança
da Ucrânia em qualquer acordo para
acabar com a guerra da Rússia no país,
embora a extensão de qualquer
assistência não tenha ficado
imediatamente clara. Em termos de
segurança, haverá muita ajuda, disse
Trump a repórteres, acrescentando que
países europeus estariam envolvidos.
Eles são a primeira linha de defesa
porque estão lá, mas nós os ajudaremos.
Eu disse isso ontem. Bem, então aqui o
Washington Post e o Financial Times
deram destaque a esse a esta nova
desenvoltura de Zelensk,
para eles conquistou Donald Trump.
Mas fora isso, claro, temos a questão
mais eh digamos objetiva, que é a
possibilidade ou não da paz. A
especialista em geopolítica, velina
Tiacarova, num trades
sociais no X, na sua conta no X,
destacou ontem avanços diplomáticos
envolvendo Trump, Zelensk e Putin.
Porém, diz ela, as novidades apontam
para uma recentralização das garantias
de segurança para a Ucrânia num projeto
assistido pelos Estados Unidos e
liderado pela Europa. disse ela que há
um acordo para explorar uma possível
cúpula trilateral entre Trump, Zelensk e
Putin, caso as condições amadureçam.
Mas Xiacarova pergunta: "O que falta
ainda nessa direção ou nessa equação?
Segundo ela, pontos cruciais estão em
aberto. A forma jurídica das garantias,
que seria, não se sabe se seria um
tratado, acordos executivos ou um
memorando multilateral. Além disso, diz
ela, a postura das forças envolvidas,
incluindo tropas ou botas no chão, bases
militares, defesas aéreas e
cibernéticas.
Há também a necessidade de controle de
escalada e um mecanismo de retorno
rápido em caso de violação russa. Ou
seja, se a paz for decretada, mas for
rompida por uma ação russa, a Ucrânia
deve estar preparada para uma resposta
rápida e na mesma proporção. Isso tudo
seria então um preparativo para o caso
de um tratado de paz. Isso tem que ser
uma declaração de paz. Portanto, isso
deveria ser deve ser pensado antes do
acordo de paz. Ela fala também sobre o
caminho da Ucrânia para a OTAN. Ela diz
que o enquadramento atual inclina-se
para algo semelhante a OTAN e não para
uma adesão plena, ou seja, uma espécie
de artigo 5 da OTAN para a Ucrânia,
porém não exatamente para a Ucrânia
dentro da OT. Seria algo como se depois
de da paz declarada a Ucrânia fora
atacada pela Rússia. Então, todos os
países que estão dando apoio à Rússia se
seriam também considerados atacados, uma
espécie de artigo 5º para a Ucrânia.
Disse ela que há sinais claros da
abordagem de Trump. Por exemplo, o
processo está em pausa com negociações
sem um cessar fogo imediato. Ou seja,
Trump está discutindo a paz e não um
cessar fogo, como disse ontem, à
disposição para discutir questões
territoriais, mesmo enquanto Trump
promove garantias de segurança. A
responsabilidade pela implementação está
sendo transferida para a Europa com o
Washington atuando como facilitador e
não como âncora principal. Essa
estratégia corre o risco, diz ela, de
recompensar ganhos obtidos pela força
russa se o cessar fogo não for
précondição.
Aqui então a unidade, a capacidade da
Europa se tornam a variável decisiva.
Tiacarovo faz um alerta também para
outras questões, como por exemplo, os
riscos. Ela diz: "A dinâmica do campo de
batalha pode superar a diplomacia
com ataques russos continuando." Ou
seja, está se falando de paz nesse
momento, mas não há um cessar fogo. É
como tentar trocar o pneu do carro com o
carro em andamento. A guerra continua.
Fala-se na paz, mas a guerra continua. E
se os ataques forem mais pesados daqui
pra frente? É claro que isso pode sim,
como diz ela, esse é o risco de que não
haja mais acordo em caso de aumento na
agressão russa. Há reações internas à
Ucrânia. Qualquer conversa sobre trocas
territoriais, esse é outro risco. Os
aliados podem se dividir se os Estados
Unidos rejeitarem a adesão ao enquanto a
Europa impõe garantias mais rígidas. Ou
seja, se não houver um discurso afinado
entre Europa e Estados Unidos e a Europa
insistir em algum momento que a Ucrânia
deve pertencer à OTAN e os Estados
Unidos não, isso também pode ser um
risco para todo o processo. E o Kremlin
finalmente pode embolsar a ótica
positiva enquanto protela ações
substantivas", disse ela.
Bem, para finalizar, ela diz o seguinte:
"É preciso ficar atento para qualquer
nota formal sobre a ligação entre Trump
e Putin na União Europeia e na OTAN,
espera-se a elaboração de opções
concretas e garantias e um quadro para
cessar fogo. Se uma reunião trilateral
for convocada, a agenda dependerá da
sequência: garantia: cessar fogo,
libertação de prisioneiros e
monitoramento.
"As garantias de segurança ganharam
significado real ontem", disse ela. E
uma cúpula trilateral agora é
concebível, é bem possível, mas sem
acordo sobre a sequência de cessar fogo
versus negociações e sem clareza sobre
territórios, quais territórios seriam
trocados, isso ainda é uma jogada
inicial. Não há, portanto, um avanço
definitivo.
As próximas semanas é que revelarão se a
substância acompanha o espetáculo,
disse a jornalista, especialista em
geopolítica.
Então, ficamos aqui com a sua última
frase. Não há ainda nenhum avanço
objetivo, não há um avanço definitivo.
Tudo está então projetado para as
próximas duas semanas. Ou paz ou guerra.
Se for paz, bem, paz é paz. Os dois
lados deixarão de se atacar. Mas se não
houver paz, é claro que a guerra se
intensificará, porque não continuará no
mesmo ritmo deste de agora, até porque
há um envolvimento muito maior dos
países europeus em relação à Ucrânia.
Essa é a expectativa, então, para os
próximos dias.
Por enquanto é isso. Fiquemos com essa
imagem aí de uma boa relação entre Trump
e Zelensk. Pode ser que seja um bom
indício para um processo de paz
realmente duradouro ou pelo menos real.
Vamos aguardar. Até depois. Eu volto à
noitinha para mais uma curtinha. Espero
vocês até lá. M.

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