sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O DESPERTAR REORGANIZA




 Transcrição



Saudações. Eu sou baixar e eu quero começar dizendo algo que pode surpreender você. Se você

acredita que o despertar espiritual deveria trazer apenas paz, leveza e

saúde perfeita, então é possível que exatamente essa crença esteja criando

conflito dentro de você agora, porque aquilo que quase ninguém explica de

forma clara é simples, mas profundo. Quanto mais consciência você acessa,

mais profundamente todo o seu sistema precisa se reorganizar. E o corpo é a

última camada a acompanhar essa mudança. Muitas pessoas iniciam um caminho

espiritual cheias de expectativa. Começam a meditar, a estudar novas

idéias, a expandir a percepção, a sentir que algo dentro delas está despertando e

então inesperadamente o corpo reage. Cansaço que não fazia

sentido, dores que surgem sem explicação clara, em xaquecas. desconfortos

digestivos, oscilações emocionais intensas ou até doenças mais profundas.

E vem a pergunta silenciosa que quase ninguém ousa dizer em voz alta. Por que

isso está acontecendo comigo agora? Será que eu fiz algo errado? Será que a

espiritualidade não é para mim? Eu quero que você escute isso com atenção. Na

maioria dos casos, você não está doente porque falhou no caminho espiritual. Você está reagindo porque está

resistindo à transformação que você mesmo pediu para viver. O despertar não

é apenas expansão, ele é reorganização. E toda reorganização passa por um

período de ajuste. O problema não é a consciência que chega. O problema é

tentar manter antigas estruturas enquanto algo novo já está se instalando. Se enquanto você me escuta,

algo disso ressoa com a sua experiência, apenas observe isso internamente. E se

sentir vontade, você pode escrever nos comentários uma frase simples: "Eu

confio no processo". Isso não é para mim, é para você reconhecer onde já

existe clareza dentro de si. E é exatamente sobre isso que vamos falar aqui. Existe um equívoco muito comum no

seu mundo espiritual e ele causa mais sofrimento do que vocês imaginam. A

crença de que ao despertar espiritualmente a vida deveria se tornar automaticamente leve, fluida e sem

desafios. Mas isso não é como a expansão da consciência realmente funciona.

Quando você desperta, você não se torna alguém diferente. Você se torna mais consciente de quem sempre foi. E isso

inclui tudo aquilo que estava escondido, adormecido ou reprimido dentro de você.

Antes, certas tensões já existiam, mas você não as percebia. Antes, certos

conflitos já vibravam no seu campo, mas estavam anestesiados.

O despertar não cria esses elementos, ele simplesmente acende a luz. E quando

a luz se acende, você começa a ver o que sempre esteve ali. Por isso, muitas

pessoas dizem: "Depois que comecei a despertar, tudo ficou mais difícil".

Não, tudo ficou mais visível. A expansão da consciência não remove imediatamente

os contrastes, ela aumenta a sua percepção deles. E isso é algo positivo,

mesmo que no início não pareça confortável. Quando você interpreta esse processo como erro, fracasso ou

retrocesso, você cria resistência. E resistência é o que transforma a

percepção em sofrimento. Mas quando você entende que esse desconforto é apenas o

sinal de que algo está sendo revelado para a integração, a experiência muda

completamente. Você para de lutar contra o processo e começa a caminhar com ele. E quando você

caminha com o processo, o corpo, a mente e a energia começam a se reorganizar de

forma natural. Se você já sentiu que a espiritualidade complicou a sua vida,

isso não significa que você escolheu o caminho errado. Significa apenas que você começou a ver a realidade com mais

honestidade. E isso, embora desafiador, é um sinal claro de expansão. Agora, eu

quero que você compreenda algo fundamental sobre o corpo, porque aqui

existe muita confusão no seu planeta. O corpo não é um erro. Ele não é um

inimigo da espiritualidade. Ele não é algo que você precisa transcender ou

abandonar para despertar. O corpo é uma interface de tradução da consciência.

Ele traduz em matéria aquilo que ainda não foi totalmente integrado em energia,

emoção e percepção. Tudo aquilo que você não escuta emocionalmente, o corpo tenta

comunicar fisicamente. Tudo aquilo que você evita sentir, o corpo sustenta como

tensão. Tudo aquilo que você julga como errado, inadequado ou indesejado dentro

de si, o corpo manifesta como desconforto, bloqueio ou sintoma. Por

isso, quando você começa a mudar internamente, o corpo reage. E eu quero

deixar isso muito claro. Ele não reage para te punir, ele reage para te

informar. Muitas pessoas tentam seguir um caminho espiritual como se o corpo

fosse apenas um veículo temporário, algo secundário, algo que deveria acompanhar

sem reclamar. Mas o corpo não funciona assim. O corpo tem memória, o corpo tem

ritmo, o corpo tem uma inteligência própria. Ele foi condicionado por anos,

às vezes por toda uma vida, a sustentar uma determinada identidade, uma

determinada postura emocional, uma determinada frequência de sobrevivência.

Quando você começa a expandir sua consciência, você começa a desmontar

essas estruturas internas. E quando estruturas antigas começam a se dissolver, o corpo precisa de tempo para

se reorganizar. Se você tenta acelerar esse processo ignorando os sinais do

corpo, o desconforto aumenta, não porque algo está errado, mas porque o corpo está pedindo atenção, escuta e presença.

O desconforto físico que surge após uma expansão de consciência é muitas vezes

apenas o sinal de que o corpo está tentando alcançar uma frequência que você já acessou mentalmente, mas que

ainda não foi totalmente incorporada. Quando você reage a esse desconforto com medo, o sistema entra em alerta. Quando

você reage com julgamento, o sistema se contrai. Mas quando você reage com

curiosidade e presença, o corpo começa a liberar gradualmente aquilo que estava

acumulado. É por isso que eu digo, sintomas não são falhas espirituais,

eles são mensagens de integração. O corpo está dizendo: "Algo mudou, algo

novo chegou. e eu preciso de tempo para me ajustar. Quando você escuta essa

mensagem com resistência, o corpo precisa falar mais alto. Quando você

escuta com gentileza, o corpo começa a confiar em você novamente. Você não

precisa lutar contra o corpo. Você não precisa corrigi-lo à força. Você não

precisa vencê-lo. Você precisa incluí-lo no processo. Quando consciência e corpo

caminham juntos, a transformação deixa de ser dolorosa e passa a ser fluida. E

é a partir dessa parceria que o verdadeiro despertar se estabiliza.

Agora vamos tocar no ponto que para muitos de vocês é o mais sensível de todos. O controle. A maioria das pessoas

que desperta espiritualmente não percebe que está tentando evoluir sem abrir mão

do controle. Você quer expandir a consciência, mas ainda quer decidir como

o processo deve acontecer. Você quer se libertar. mas continua tentando

controlar o ritmo, o resultado e a forma. E isso cria um conflito interno

profundo. Uma parte de você já entendeu que a vida é fluxo, outra parte ainda

acredita que só estará segura se controlar tudo. Essa divisão é extremamente desgastante para o corpo,

porque o corpo vive no presente. O corpo responde ao que é real agora. Ele não

entende expectativas espirituais, metas de evolução ou ideias de como deveria

ser. Quando você tenta forçar a expansão, o corpo entra em estado de defesa, não porque a expansão é

perigosa, mas porque o controle gera tensão. E tensão constante, sustentada

ao longo do tempo, inevitavelmente se manifesta como sintoma físico. Muitos de

vocês acreditam que estão seguindo a intuição quando na verdade estão

seguindo a ansiedade disfarçada de entusiasmo. Existe uma diferença clara entre essas

duas energias. O entusiasmo verdadeiro é leve. Ele não exige, ele não pressiona,

ele não cobra resultados. A ansiedade, ao contrário, sempre carrega urgência,

medo e expectativa. Quando você confunde ansiedade com entusiasmo, o corpo paga o

preço, porque você está se movendo sem escuta interna. E aqui está algo importante para você perceber. Quanto

mais você tenta controlar o despertar, mais o corpo reage, porque o corpo sabe

que transformação real não acontece sob coersão, ela acontece sob permissão.

Quando você tenta acelerar o processo para chegar logo, você perde o ponto

mais importante do caminho, o agora. E é exatamente no agora que o corpo vive.

Por isso, o corpo começa a expressar aquilo que você está ignorando. Ele

começa a desacelerar você. Ele começa a criar pausas forçadas. Ele começa a

chamar sua atenção de maneiras que você não consegue ignorar, não como castigo,

mas como ajuste. O corpo está dizendo: "Você está indo rápido demais, sem me

levar junto". Quando você entende isso, o conflito começa a se dissolver. Você

para de lutar contra o sintoma e começa a escutar a mensagem. E quando a mensagem é ouvida, o corpo não precisa

mais gritar. Controle é resistência disfarçada e resistência é o que

transforma crescimento em sofrimento. Quando você solta o controle, o corpo

relaxa. E quando o corpo relaxa, a integração acontece naturalmente. Agora,

eu quero convidar você a mudar completamente a forma como enxerga a

doença. seu planeta. A maioria das pessoas foi ensinada a ver o sintoma

como algo errado, algo que precisa ser combatido, eliminado ou silenciado o

mais rápido possível. Mas do ponto de vista da consciência, a doença não é um

erro, ela é uma mensageira. E toda mensageira só permanece enquanto a

mensagem não foi recebida. Aquilo que você tenta expulsar insiste, aquilo que

você acolhe se transforma. Quando você luta contra o sintoma com medo, você

está dizendo energeticamente: "Eu não quero ouvir o que você tem a me mostrar."

Então, o corpo precisa intensificar o sinal, não para te punir, mas para ser

percebido. A doença surge muitas vezes quando existe uma incongruência interna

profunda. Uma parte de você quer se expandir, outra parte ainda está presa a

antigas definições de si mesmo. A tensão entre essas partes cria um acúmulo de

energia não integrada e o corpo é o lugar onde essa energia encontra

expressão. Se você tenta eliminar o sintomas sem escutar a mensagem, você

pode até suprimir a manifestação temporariamente, mas o aprendizado permanece pendente e aquilo que não foi

integrado retorna de outra forma. Por isso eu digo, a cura não começa quando

você luta contra a doença. Ela começa quando você pergunta: "O que você veio

me mostrar? O que em mim precisa ser visto? Onde estou resistindo à mudança?"

Essas perguntas mudam tudo. Elas deslocam você do papel de vítima para o

papel de participante consciente. E quando você faz isso, o corpo começa a

cooperar, a mensagem começa a se completar, o sintoma começa a perder a

função. Aceitar não significa desistir da saúde. Aceitar significa parar de

desperdiçar energia em resistência. Quando você aceita a experiência como válida, mesmo que desconfortável, o

sistema nervoso sai do estado de alerta. E sem alerta constante, o corpo entra em

estado de reorganização. Muitas pessoas acreditam que aceitar a doença significa se entregar a ela. Isso

não é verdade. Aceitar é reconhecer que a experiência tem um propósito dentro do

seu processo. E quando o propósito é reconhecido, a experiência não precisa

mais se repetir. A doença não quer dominar você. Ela quer ensinar algo que

você ainda não estava disposto a ouvir. E quando você escuta com presença, com

curiosidade, com gentileza, o mensageiro se retira porque ele cumpriu a sua

função. Agora eu vou compartilhar com você um paradoxo que quando

compreendido, muda completamente a forma como o corpo responde à vida. A maioria

das pessoas acredita que para se curar precisa eliminar a possibilidade da

doença, precisa afastar qualquer ideia de fragilidade, precisa garantir que

nada de ruim aconteça. Mas é exatamente essa tentativa de controle que mantém o

corpo em estado de alerta. Existe um medo silencioso que diz: "Isso não pode

acontecer comigo. Eu não posso adoecer. Se eu adoecer, algo deu errado. E esse

medo cria uma tensão constante no sistema. O corpo não reage a doença. O

corpo reage ao medo da doença. Quando você tenta evitar algo a qualquer custo,

você passa a vibrar exatamente na frequência daquilo que tenta evitar. E o

corpo, sendo honesto e sensível à vibração, responde a isso. Aqui está o

paradoxo. Quando você permite até a possibilidade de adoecer, o corpo relaxa. Quando você sente profundamente,

mesmo que isso aconteça, eu continuo seguro. O sistema nervoso desarma. Não

porque você desistiu da vida, não porque você perdeu o desejo de bem-estar, mas

porque você retirou o medo da equação. E sem medo, o corpo não precisa mais

gritar. Muitos de vocês estão tentando se curar a partir de uma postura de

guerra. Guerra contra o corpo, guerra contra os sintomas, guerra contra a

própria vulnerabilidade. Mas o corpo não se cura sob ataque, ele se cura sob segurança. Segurança não é

certeza de que nada vai acontecer. Segurança é a confiança de que aconteça

o que acontecer, você saberá lidar com isso. Quando essa confiança se instala,

o corpo entra em coerência, a energia começa a circular novamente, as tensões

começam a se soltar, os sintomas começam a perder a função, porque o sintoma só

existe enquanto existe medo não integrado. Permitir não é desistir.

Permitir é parar de resistir. E resistência é o que transforma adaptação

em sofrimento. Quando você permite a experiência como parte do seu caminho, o

corpo entende que não precisa mais proteger você de si mesmo e então,

paradoxalmente, aquilo que você temia perde força. Esse é o ponto onde muitas

curas começam, não quando você luta mais, mas quando você confia mais. Agora

eu quero falar com você sobre um dos erros mais sutis. e mais comuns no

caminho espiritual, a tentativa de ser espiritual demais. Muitos de vocês

acreditam de forma inconsciente que despertar significa eliminar certos

aspectos humanos. Eliminar a raiva, eliminar o medo, eliminar a tristeza,

eliminar a insegurança. Vocês acreditam que ao se tornarem mais conscientes,

deveriam sentir apenas paz, amor e clareza o tempo todo. Mas isso não é

despertar, isso é repressão disfarçada de espiritualidade. Despertar não é apagar partes de si

mesmo. Despertar é ver tudo sem negar nada. Quando você tenta se manter sempre

elevado, você começa a empurrar para baixo aquilo que não combina com essa

imagem. E tudo o que é empurrado para baixo precisa sair em algum lugar. O

corpo é esse lugar. O corpo não julga emoções. Ele não classifica sentimentos

como espirituais ou não espirituais. Ele apenas responde ao acúmulo: "Rai

sentida, vira tensão. Medo não reconhecido vira contração. Tristeza não

acolhida vira peso." E então você diz: "Mas eu sou espiritual. Por que isso

está acontecendo comigo? Porque você está tentando se separar da sua própria humanidade. Não existe nada de não

espiritual em sentir emoções humanas. Não existe nada de errado em ter dias

difíceis. Não existe nada de baixo em atravessar fases densas. A densidade faz

parte da experiência, a sombra faz parte da integração. Quando você nega a

sombra, ela não desaparece, ela se manifesta fisicamente. O corpo é honesto

demais para fingir iluminação. Ele mostra exatamente onde você está

tentando pular etapas. E aqui está algo importante para você perceber. Quanto

mais você tenta manter uma imagem espiritual idealizada, mais pressão você cria sobre si mesmo e pressão constante

gera desgaste. A consciência não floresce sob exigência, ela floresce sob

permissão. Quando você se permite sentir tudo o que surge sem se julgar, sem se

corrigir o tempo todo, o corpo começa a relaxar, porque ele percebe que não

precisa mais carregar o que você se recusa a sentir. Despertar não é se

tornar perfeito. Despertar é se tornar inteiro. E a inteireza inclui luz e

sombra, clareza e confusão, força e vulnerabilidade.

Quando você para de tentar ser alguém que já chegou e começa a permitir ser

exatamente quem está se revelando agora, o corpo deixa de adoecer para chamar sua

atenção, porque você finalmente está ouvindo. Agora eu quero que você observe

algo com muita honestidade. Muitas pessoas que seguem um caminho espiritual

são extremamente duras consigo mesmas, mais duras do que imaginam, mais duras

do que seriam com qualquer outra pessoa. Elas cobram evolução rápida, cobram

coerência absoluta, cobram alinhamento constante, cobram resultados visíveis e

quando algo sai do ideal, elas se culpam. Eu já deveria estar melhor.

Depois de tudo que estudei, isso não deveria acontecer. Se eu fosse realmente consciente, eu não estaria passando por

isso. Essa é uma forma muito refinada de autoataque e o corpo sente isso

profundamente. O corpo não responde às suas intenções espirituais, ele responde

ao clima emocional em que você vive internamente. Quando esse clima é de

cobrança constante, o sistema entra em estresse crônico. E estresse crônico não

se manifesta apenas como ansiedade mental, ele se manifesta como desgaste físico. Muitos sintomas surgem não

porque algo está errado no corpo, mas porque o corpo está tentando sobreviver

a uma atmosfera interna hostil. A culpa espiritual é especialmente pesada porque

ela vem disfarçada de busca por melhoria. Você acredita que está se cobrando para crescer, mas na verdade

está se atacando por ainda não ser quem imagina que deveria ser. E isso cria uma

fratura interna. Uma parte de você quer acolhimento, outra parte está sempre

apontando o dedo. O corpo fica no meio desse conflito e ele responde da única

forma que sabe, manifestando sinais de que algo precisa mudar. Consciência não

se desenvolve sob punição, ela se desenvolve sob segurança. O corpo

precisa sentir que está seguro para liberar padrões antigos. Ele não solta

sob ameaça. Quando você começa a se tratar com gentileza, não como alguém

quebrado, mas como alguém em processo, o corpo responde: Porque gentileza é

reguladora biológica. Você não precisa se pressionar para evoluir. A evolução

acontece naturalmente quando você para de se agredir internamente. Observe onde

você ainda se cobra por sentir o que sente. Observe onde você se julga por

não estar bem o suficiente. Observe onde você se compara com outros

caminhos. Esses pontos são onde a energia está travada. E quando você traz

compreensão em vez de julgamento, o corpo começa a liberar o peso que estava

carregando sozinho. Você não precisa provar nada para a consciência. Você já

é consciência. O corpo só está pedindo que você seja mais gentil consigo mesmo.

Agora eu quero que você escute com muita atenção a frase que resume tudo o que

estamos explorando aqui. Quando você resiste ao que está tentando te transformar, o corpo grita. Essa frase

não é uma metáfora. Ela é uma descrição direta do funcionamento da consciência

em interação com o corpo físico. Transformação é movimento, integração é

fluxo, resistência é contração. Sempre que algo novo tenta emergir em você, uma

nova percepção, uma nova identidade, uma nova forma de viver, existe uma escolha.

Ou você permite o movimento, ou você tenta segurá-lo. Quando você permite, a

energia flui. Quando você segura, a energia se acumula. E onde a energia se

acumula sem circulação, o corpo manifesta sintomas. O corpo não cria o

bloqueio. Ele apenas mostra onde o bloqueio já existe. Quando você tenta

permanecer fiel a antigas versões de si mesmo, por medo de perder controle, por

medo de decepcionar, por medo de não saber quem será depois da mudança, o

corpo entra em conflito, porque o corpo vive no agora e o agora já não comporta

mais a versão antiga. Esse conflito se expressa como tensão constante. E tensão

constante, quando não reconhecida, se transforma em dor, fadiga, inflamação ou

colapso. Muitos de vocês acreditam que precisam aguentar firme para atravessar

o despertar. Mas aguentar firme é resistência disfarçada de força. A

verdadeira força está em permitir. Permitir sentir o que surge. Permitir

não saber por um tempo. Permitir descansar quando o corpo pede. Permitir

não ter respostas imediatas. Quando você para de lutar contra a transformação, o

corpo não precisa mais gritar. Ele começa a sussurrar. E muitas vezes nem

isso. Observe com honestidade onde você está tentando continuar igual, mesmo

sabendo que algo em você já mudou. Onde você está resistindo por medo de perder

segurança, identidade ou aprovação? Esses pontos são exatamente onde o corpo

está trabalhando, não contra você, mas a favor da sua integração. Quando você

muda a pergunta de como eu faço isso parar para o que em mim está sendo

convidado a mudar, a experiência se transforma. O corpo deixa de ser um

problema a ser resolvido e passa a ser um aliado no processo de expansão. E

quando você escuta essa mensagem, a intensidade começa a diminuir, porque o grito não é mais necessário. Agora, eu

quero ser muito claro com você sobre algo importante. A integração não

acontece porque você faz mais. Ela acontece quando você para de forçar.

Muitos de vocês perguntam: "O que eu devo fazer para melhorar? Qual técnica

eu uso? Qual prática resolve isso?" E a resposta pode parecer simples demais

para a mente que quer controle. Comece parando de lutar com o corpo. Quando um

sintoma aparece, observe a primeira reação automática. Geralmente é medo ou

julgamento ou pressa para eliminar aquilo. Nesse exato momento, você pode

fazer algo diferente. Respire. Literalmente desacelere a respiração,

não para curar, mas para sinalizar segurança. O corpo entende segurança

antes de entender palavras. Diga internamente de forma sincera: "Está

tudo bem você estar aqui por agora. Eu não vou te atacar. Eu estou escutando.

Isso muda completamente a resposta do sistema, porque o corpo não está pedindo

correção, ele está pedindo presença. Outra coisa importante é observar o

ritmo da sua vida. Muitos de vocês despertam internamente, mas continuam

vivendo como se nada tivesse mudado. Mesmas cobranças, mesmas exigências,

mesmo ritmo acelerado. O corpo não consegue acompanhar essa incoerência.

Despertar pede ajustes externos também, não dramáticos, mais honestos, mais

pausas, mais silêncio, mais escuta, não como obrigação espiritual, mas como

respeito ao próprio processo. Outra prática simples é abandonar a ideia de

voltar ao que era antes. Você não está quebrado, você está mudando. Quando você

tenta voltar a uma versão antiga de si mesmo, o corpo resiste. Mas quando você

permite descobrir um novo ritmo, o corpo começa a colaborar. E aqui está algo

essencial. Você não precisa entender tudo para integrar. Você não precisa ter

clareza completa. Você não precisa saber exatamente o que mudou. O corpo integra

melhor quando você confia no processo do que quando você tenta explicá-lo. Faça

menos perguntas de controle e mais perguntas de escuta. O que meu corpo precisa agora? Descanso ou movimento?

Silêncio ou expressão? Espaço ou contato? Essas perguntas criam

coerência. E coerência é cura em ação. Nada disso é sobre fazer certo. É sobre

parar de se violentar tentando melhorar. Quando você cria um ambiente interno seguro, o corpo faz o resto. Agora, eu

quero que você observe algo ainda mais profundo. Por trás de muitos sintomas

físicos que surgem durante o despertar espiritual, existe um medo silencioso que raramente é reconhecido

conscientemente. O medo de deixar de ser quem você sempre foi. Não apenas o medo de mudar hábitos,

mas o medo de perder uma identidade inteira. Você construiu uma imagem de si

mesmo ao longo do tempo, uma forma de agir, uma forma de se relacionar, uma

forma de se definir. Mesmo que essa identidade tenha sido limitante, ela era

familiar e o familiar costuma parecer seguro. Quando a consciência se expande,

essa identidade começa a se dissolver e algo em você pergunta, mesmo que de

forma inconsciente. Se eu não sou mais isso, então quem eu sou? Esse momento de

transição é profundamente instável para o ego. E o corpo sente essa instabilidade porque o corpo foi

condicionado a sustentar aquela identidade antiga. Ele aprendeu a responder ao mundo a partir dela. Quando

essa referência começa a ruir, o corpo entra em alerta. Não porque algo ruim

esteja acontecendo, mas porque o sistema perdeu um ponto fixo. E quando não há um

ponto fixo interno, o corpo tenta criar um ponto fixo físico. Esse ponto fixo

muitas vezes aparece como rigidez, dor persistente, tensão constante, sintomas

que não vão embora. O corpo está tentando dizer algo aqui ainda não se

reorganizou. Muitos de vocês tentam atravessar esse momento acelerando ainda mais o

processo, buscando mais técnicas, mais informações, mais respostas, mas o que

realmente está sendo pedido é algo muito mais simples. Permissão para não saber

quem você é por um tempo. O intervalo entre quem você foi e quem você está se

tornando não precisa ser preenchido imediatamente, ele precisa ser habitado.

Quando você tenta definir rapidamente uma nova identidade espiritual, você apenas substitui uma rigidez por outra e

o corpo continua sem espaço para respirar. Mas quando você permite esse vazio temporário, quando você aceita não

ter rótulos claros, quando você relaxa na incerteza, o corpo começa a se

soltar, porque ele percebe que não precisa mais sustentar algo que já não é verdadeiro. O medo de perder a

identidade é natural. Ele não é um erro. Ele não precisa ser combatido, ele

precisa ser reconhecido. Quando você diz internamente, "Está tudo bem não saber

quem eu sou agora", o corpo relaxa, porque o corpo entende isso como

segurança. A transformação real não acontece quando você se agarra a novas

definições. Ela acontece quando você solta as antigas e confia que algo mais

alinhado surgirá naturalmente. E quando essa confiança começa a se instalar, os

sintomas perdem a função de segurar você no passado, porque você já está disposto

a seguir em frente. Agora eu quero conduzir você ao ponto de integração de

tudo o que foi dito até aqui. Porque o verdadeiro objetivo do despertar não é

intensidade, não é experiência extrema, não é sensação constante de expansão. O

verdadeiro objetivo é estabilidade consciente. Muitos de vocês acreditam

que despertar é viver em estados elevados o tempo todo, mas estados

elevados vêm e vão. Eles são experiências. O que transforma sua vida

de forma real é o estado de neutralidade consciente. Neutralidade não é

indiferença. Neutralidade não é frieza. Neutralidade é presença sem resistência.

É o estado em que você permite a experiência. ser o que é, sem tentar

empurrá-la para longe e sem tentar segurá-la. Quando você entra nesse estado, o corpo encontra um ponto de

repouso, porque o corpo sofre mais com a oscilação do que com a intensidade.

Altos e baixos emocionais constantes, expectativas espirituais elevadas

seguidas de frustração, tentativas de se manter bem o tempo todo. Tudo isso cria

instabilidade e instabilidade é extremamente cansativa para o sistema

físico. Quando você começa a viver a partir da neutralidade, algo muito

profundo acontece. Você percebe que não precisa reagir a tudo, não precisa

corrigir tudo, não precisa interpretar tudo como sinal de avanço ou retrocesso.

Você começa simplesmente a estar. E nesse estado, o corpo se reorganiza

naturalmente, porque não há mais ameaça, não há mais urgência, não há mais luta

interna. A confiança começa a substituir o controle. Confiança não é acreditar

que tudo será confortável. Confiança é saber que tudo o que surgir poderá ser

integrado. Quando essa confiança se instala, o corpo não precisa mais criar

sintomas para chamar sua atenção, porque você já está atento. Integração não é

algo que você faz, é algo que acontece quando você para de atrapalhar, quando

você deixa de se cobrar evolução, quando você deixa de medir seu progresso,

quando você deixa de comparar sua experiência com a de outros, você começa a viver a espiritualidade como presença,

não como desempenho. E o corpo responde imediatamente a isso. Ele começa a

liberar tensões antigas, ele começa a recuperar vitalidade, ele começa a

sentir segurança novamente. Não porque você curou algo, mas porque você parou

de resistir. E resistência era o único problema real. Você não está aqui para

se consertar. Você está aqui para se integrar. Quando você entende isso, o

caminho se torna mais simples, mais suave, mais verdadeiro e a vida começa a

fluir novamente. Não porque você fez tudo certo, mas porque você finalmente

permitiu. Agora eu quero que você leve algo muito simples com você. Você não

está quebrado, você não falhou, você não saiu do caminho. Se o seu corpo reagiu

durante o despertar, isso não foi um erro, foi comunicação. Você é consciência aprendendo a habitar um

corpo em transformação. E toda transformação verdadeira pede tempo,

escuta e gentileza. Nada precisa ser forçado. Nada precisa ser acelerado.

Nada precisa ser provado. Quando você para de lutar contra a experiência, a

experiência muda de forma. Quando você confia no processo, o corpo relaxa. E

quando o corpo relaxa, a energia flui novamente. Lembre-se disso. Você não

está aqui para se tornar alguém melhor. Você está aqui para se tornar mais inteiro. Inteiro com luz e sombra.

Inteiro com clareza e dúvida. inteiro com força e vulnerabilidade. E é nessa

inteireza que a verdadeira estabilidade surge. Se algo dentro de você se reconheceu nessas palavras, apenas

permita esse reconhecimento. Não faça nada com ele. Não corrija, não analise.

Apenas permita. E se sentir vontade de selar isso de forma simples, você pode

escrever nos comentários: "Eu confio no processo". Se este espaço faz sentido para você,

considere se tornar membro do canal. Isso ajuda a manter conteúdos mais profundos, no ritmo certo, sem pressa.

Se não ressoar, tudo bem. Siga apenas o que é verdadeiro para você. Este

conteúdo é uma interpretação inspirada em ensinamentos canalizados atribuídos a

baixar, apresentado aqui com apoio de inteligência artificial para fins de

reflexão e expansão de consciência. Respire e siga o fluxo que já está se

abrindo.


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