quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

MPOX



 Introdução

Hoje a gente vai falar sobre o vírus

Mpox aqui no Brasil causando alvoroço. A

OMS deu um alerta que ninguém ouviu

porque tava todo mundo curtindo o

carnaval. e assiste esse vídeo até o fim

para você ter informação científica de

qualidade.

Bom, antes da gente falar de fato do

vírus Mpox, vamos imaginar a seguinte

situação. Toda vez que um vírus infecta

o seu corpo, na verdade, as suas células

elas produzem uma enzima de defesa que

ela funciona como um corretor

ortográfico, digamos assim, só que ao

contrário, em vez dele corrigir os

erros, ele vai causar erros propositais

no DNA desse vírus. Ou seja, isso é para

sabotar o manual de instruções, que é a

blueprint do vírus, para que ele não

consiga se replicar. Então, faz sentido,

né? uma arma genial do seu sistema imune

contra qualquer coisa que possa invadir

o seu corpo. Só que esse vírus, o Mpox,

que tá chegando com força, ele não só

sobrevive a esse ataque, como ele

aproveita tudo isso para reescrever o

seu código genético de uma forma

melhorada. Então, ele usa essas mutações

que o seu corpo causa para se tornar

mais eficiente em te infectar. Isso

parece um pouco assustador, né? Porque a

gente tá lidando com o desconhecido.

Enquanto o mundo inteiro achou que essa

doença tinha ficado lá em 2022, quando a

gente teve grandes surtos, inclusive

aqui no Brasil, duas coisas aconteceram

em silêncio. Primeiro, o único

medicamento que a gente tinha para

tratar MPOX, ele acabou falhando nos

testes clínicos. Eu vou falar mais a

respeito disso. E segundo, duas

variantes diferentes do mesmo vírus

infectaram a mesma pessoa, trocaram

material genético entre si e criaram um

vírus híbrido que nunca existiu na

natureza e tá circulando por mundo

afora. Aí só nesses primeiros meses de

2026, antes do carnaval ainda, o Brasil

registrou dezenas de casos confirmados e

espalhados por estados como São Paulo,

Bahia, Rio Grande do Sul, entre outros.

E a pergunta que tá tirando o sono de

muita gente é: com um vírus que sofreu

mutação burlando o nosso próprio sistema

imune, será que estamos de frente para

uma nova pandemia? Calma, gente, esse

vídeo aqui não é para assustar ninguém.

Hoje a gente vai mergulhar na biologia e

na química do problema. E eu vou te

mostrar, com base em artigos e estudos

científicos, o que que esse vírus

realmente faz dentro do seu corpo e por

que a Mpox de 2026, ela é muito mais

assustadora do que a Mpox que a gente

ouviu falar lá de 2022. Antes de mais

nada, vamos estabelecer o que que é a

Afinal, o que é o MPOX?

Mpox de verdade, porque se você acha que

é só uma doença de macaco com bolinha na

pele que dá coceira, você tá perdendo um

pouquinho, uma boa parte, na verdade,

dessa história aí. E a parte mais

assustadora, talvez a MPOX é causada

pelo vírus Monkeypo Pox ou MPXV, que é

um ortopox vírus. E a primeira coisa que

quase ninguém sabe é que esse vírus é

primo do vírus da varíola. Sim, a

varílula, a doença mais letal da

história da humanidade. E eu duvido que

você saiba o número exato. Chuta aqui

nos comentários quantas pessoas que você

acha que a varíola matou só no século

XX. escreve aí, chutou? No final do

vídeo eu te falo o número real, mas eu

te adianto que provavelmente o seu chute

foi muito baixo, infelizmente, é claro.

Agora olha só o nível desse vírus que a

gente tá lidando. O SARSCOV, o vírus da

Covid que parou o planeta em 2020, tem

cerca de 29 genes. Sabe quantos genes

codificadores que o vírus de MPOX tem no

seu DNA, que é de dupla fita?

Aproximadamente 190. Na biologia, ou

melhor, na bioquímica, complexidade não

é sinônimo de letalidade, felizmente, ou

de contágio. O vírus da COVID é um vírus

pequeno de RNA, que era muito

transmissível, principalmente pelo ar,

né? Já o da MPX não é bem assim. Ele é

um vírus bem maior, bem mais complexo.

Primeiro, ele vai te derrubar com febre,

calafrios, dores musculares intensas e

os característicos gangnglios inchados.

E depois disso, né, a gente sabe as

lesões na pele que evoluem como se

fossem bolhas com pus e crostas e são

muito dolorosas. Então, o grande truque

desse vírus é garantir que você fique

vivo espalhando esse vírus para outras

pessoas com base nessas feridas e

fluidos. E apesar de que o grande foco

de transmissão é pelo contato direto com

a pele, pelas feridas, ele também pode

ser transmitido por outras vias que a

gente conhece. Então, a gente tem

gotículas respiratórias, porém não são

aerossóis, tá? Gotículas maiores. E

ainda a grande parte do alerta global de

saúde pública hoje envolve a fortíssima

transmissão via contato sexual. Na

verdade, também existem outras formas de

transmissão, fluídos principalmente. E

De onde surgiu o Vírus Mpox?

de onde que surgi esse vírus? Bom, a

história ela começa em 1958

na Dinamarca. Então foi um virologista

chamado Preben V Magnus que estava

estudando colônias de macacos utilizados

em pesquisa, quando esses animais

começaram a desenvolver lesões estranhas

na pele, aquelas crostas e feridas e

tudo mais, que era muito parecido com a

varíola. E ele isolou esse vírus e como

foi encontrado em macacos, ele batizou

de Monkey Pox, ou seja, a varíula dos

macacos. Só que aí que tá a primeira

grande ironia. O vírus não é dos

macacos. Os macacos, assim como nós,

eles são vítimas acidentais. Então, os

verdadeiros hospedeiros são, na verdade,

roedores africanos, esquilos, ratazanas

gigantes, tem uns que se chamam ratasan

da Gâmbia, arganazes, animais que vivem

geralmente em florestas tropicais da

África Central e Ocidental que carregam

esse vírus sem ficar doentes. É o mesmo

caso do morcego quando eu falei do vírus

nipa. Isso é um grande problema,

pessoal, porque tem muita gente que

pensa: "Pô, Mpox é do macaco, não sei o

quê." Tem gente que quer até matar os

macacos. Não faz sentido nenhum isso. E

é verdade, é o mesmo causo da febre

amarela. Tem gente caçando macaco,

achando que é esse que é o problema,

quando na verdade não tem nada a ver.

O primeiro caso em HUMANOS

Bem, 12 anos depois da descoberta, em

1970, veio o primeiro caso em humanos.

Foi um bebê de 9 meses na República

Democrática do Congo. A criança, ela foi

internada com uma suspeita de varíula,

mas a verdade era outra coisa. Era o

primo menos famoso, o primo pobre, né,

que ninguém prestou atenção, que era o

MPX. E durante décadas, pessoal, foi

assim. Na verdade, a gente tinha casos

esporádicos quase sempre ali no

continente africano, quase sempre ligado

a contatos com animais, essas ratasanas

aí que eu citei. E o mundo simplesmente

ignorou, até porque não é uma doença tão

agressiva assim. Só que em 2003, o vírus

apareceu pela primeira vez fora da

África, nos Estados Unidos. E adivinha

como? com roedores que foram importados

de gana e infectaram alguns cães numa

loja de animais. E esses cães passaram

essa doença para cerca de 40 pessoas.

Então, foi um surto controlado e o

mundo, na verdade, voltou a ignorar. Não

são cães, são cães da pradaria. Eu tô

aqui com um artigo e eu tava lendo, tava

priority do Dogs, Priogs falar, que que

é isso? É uma raça de cão. Ignorei.

Quando eu fui ver, tinha uma imagem aqui

que é um cão da pradaria. E eu só fui

ver isso depois que eu tinha gravado o

vídeo. Enfim, cão da pradaria é um

mamífero roedor,

que é esse cara aí, ó. Não é um

cachorro, tá?

Só que em 2022, eu não sei se vocês

lembram, mas esse vírus ele mostrou que

tinha aprendido uma coisa nova, a se

espalhar de humano para humano. Foi

quando a gente teve um pequeno um

pequeno grande surto. Na verdade, o

Brasil ficou em segundo lugar dos países

com mais surtos de Mpox. Vocês

acreditam? Pois é, e o pior de tudo, sem

precisar de nenhum animal, agora não era

rato que estava passando pros humanos,

era de humano para humano. E isso é

reflexo de um grande problema. Mas vamos

olhar pro cenário atual. Do começo do

surto de 2022 até o início de 2025, os

relatórios da OMMS registraram mais de

140.000 casos confirmados da Mpox no

mundo espalhados por mais de 133 países.

O Brasil, né, como eu falei, ele foi o

segundo país com mais casos no mundo

inteiro nesse surto de 2022 e ele ficou

apenas atrás dos Estados Unidos com

quase 11.000 infecções. Você conhece

alguém que tevex? Comenta aqui, por

favor, pra gente saber. E agora em 2026

a coisa mudou de figura. Só nesses dois

primeiros meses, isso antes do carnaval,

a gente já passou de 48 casos

confirmados aqui no Brasil, a maioria

esmagadora no estado de São Paulo. E tem

um detalhe que deixou os infectologistas

em alerta máximo, que é o clado 1B. O

primeiro caso confirmado no Brasil foi

de uma mulher de 29 anos no estado de

São Paulo em março de 2025. E sabe o que

que é o mais bizarro? Ela não tinha

histórico de viagem. Ela contraiu o

vírus de familiares vindos lá da

República Democrática do Congo que

vieram visitar ela. Ou seja, o vírus

viajou até aqui e veio até ela. E aí que

mora o problema, pessoal, porque entre o

carnaval que a gente acabou de viver e

pra medicina, pros infectologistas, o

carnaval não é só uma festa, ele é o

maior laboratório de contato físico

intenso de um país inteiro, um país de

dimensões continentais. Na verdade, as

próximas semanas que a gente vai ver o

resultado dessa festa. Será que houve

mesmo a transmissão desse vírus? Porque

ninguém falou nada, né? Agora vamos

falar da parte bioquímica da história,

que é a parte mais perturbadora. E ela

APOBEC3 o Paradoxo

começa com uma enzima do seu corpo

chamada Apobec 3, uma classe de enzimas.

E claro, Apobec 3 é uma abreviação, o

nome é esse nome gigante aqui que,

enfim, eu não vou ler, mas é claro que

não precisa decorar. Foca no que que ela

faz. Nós humanos temos sete variantes

dessa enzima e o trabalho delas é

simples, porém genial. Essa apobac 3,

ela entra rasgando e causando mutações

massivas nesse genoma viral para que

esse vírus não consiga se replicar. Só

que aí vem um paradoxo um tanto quanto

assustador da MPOX. Quando os cientistas

eles sequenciaram o genoma desse vírus

do surto de 2022 e compararam com

amostras antigas que eles já tinham nas

suas bases de dados. Eles encontraram

uma coisa bem bizarra. Havia cerca de 42

diferenças no código. Quase todas as

mutações tinham a assinatura criminal da

Applec 3. O que que significa isso? O

vírus conseguiu sobreviver as mutações

causadas por essa enzima. E tem um

artigo publicado na Science que revelou

algo ainda mais incrível. Na variante

que se espalhou pelo mundo, mais de 90%

das mutações transmitidas em humanos

carregavam a assinatura da nossa enzima.

Ou seja, a enzima tentou destruir, mas o

vírus sobreviveu. E o grande paradoxo é

que a Appleback 3, que deveria proteger

a gente, ela causou algumas mutações

modestas, não degradou ele, e acabou

gerando essa variabilidade genética que

permite com que a MPOX se mantenha

estável e persistente na população

humana. Mas no longo prazo, os estudos

indicam que o acúmulo dessas mutações

pode fazer com que a gente tenha uma

diminuição da capacidade de transmissão

ou de replicação desse vírus. Então esse

acaba sendo um ponto positivo se os

estudos estiverem corretos. E o que que

significa isso na prática? A verdade é

que esse vírus ele já tá circulando de

forma silenciosa entre humanos, pelo

menos desde 2016, ou seja, muito tempo

antes do mundo prestar atenção nele, ele

já tava pulando de pessoa para pessoa e

acumulando algumas mutações. Então tem

até estudos que mostram que o vírus

acumula cerca de seis mutações mediadas

pela Apple Back 3 a cada ano. E aqui a

coisa fica um pouquinho mais séria, tá?

A Applec 3, ela deveria destruir o

vírus, como eu falei, e na maioria dos

vírus, ela consegue fazer isso. Os

genomas mais mutados simplesmente não

sobrevivem. Só que esses poucos vírus

que passam por esse filtro, digamos

assim, eles continuam viáveis, eles

conseguem se replicar, carregam essas

mutações que sobraram, que são as menos

letais, as que o vírus acabou tolerando.

E até um estudo recente trouxe uma

descoberta que levantou um alerta sério

entre os pesquisadores, porque essas

mutações com essa assinatura, que a

gente chama da Apple Back 3, elas não

estão distribuídas aleatoriamente pelo

genoma. Elas foram encontradas

exatamente nos genes que o vírus usa

para invadir as nossas células e escapar

das nossas defesas imunológicas. E a

pergunta é: será que isso aqui é uma

coincidência ou essas mutações estão

sendo selecionadas porque dão vantagem

ao vírus? Ninguém sabe ainda. Bom, mas

se esse vírus ele tá evoluindo tão

rápido, pelo menos a gente tem um

Tem Medicamento para Tratar?

tratamento eficaz para ele, certo?

Errado. A nossa grande esperança era um

antiviral chamado Tecovirate. Acho que

eu falei, né,

eu acho que eu falei certo o nome. E

esse medicamento ele foi aprovado pelo

FDA em 2018 para tratar a varíola. Sim,

a varíula, uma doença que foi erradicada

em 1980 e ele nunca tinha sido testado

em humanos com a MPOX até o surto de

2022. Então, os Estados Unidos lançaram

um ensaio clínico gigante em sete

países, incluindo o Brasil. Só que o

resultado desse ensaio foi, na verdade,

um fracasso. Para vocês terem uma ideia,

em dezembro de 2024, o estudo ele foi

interrompido e a análise, basicamente, a

conclusão que eles chegaram foi que o

Tecovirate ele é seguro, mas ele não foi

melhor do que uma pílula de farinha, ou

seja, um placebo para acelerar a cura

das lesões ou diminuir a dor dessas

lesões das feridas que são formadas

pelox. Nenhuma diferença na dor, nenhuma

diferença na cura. E ainda teve um

estudo paralelo no Congo que mostrou

exatamente a mesma falha, nenhuma

vantagem. Resumindo o pesadelo, a gente

tá diante de um vírus que está

evoluindo, que já está circulando

inclusive no Brasil e nós não temos

nenhum tratamento antiviral específico

com resultados palpáveis. E o tratamento

hoje, ele na verdade é só um tratamento

de suporte, ou seja, você vai tratar

apenas a dor. E se a falta de remédio

ABOMBA da OMS (Vírus Híbrido)

não fosse ainda um motivo suficiente de

alerta, a OMS ainda acabou de jogar uma

bomba. Na verdade, foi no dia 14 de

fevereiro, faz alguns dias atrás. Aí a

OMS publicou um dizia Outbre Break News

com uma informação que deveria ter

virado manchete em todos os jornais do

mundo. E adivinha só? Não virou. Que que

tava na TV nesses dias? Carnaval. Ó a

capa do jornal como que tava. Mas aqui

nesse canal eu te informo, então

considera se inscrever e deixar um like

aí, hein? Nessa notícia foi confirmada a

existência de uma cepa recombinante do

vírus da MPOX, ou seja, uma

recombinação. E o que que é isso? é

quando dois vírus de tipos diferentes

infectam a mesma pessoa ao mesmo tempo.

E durante a replicação ocorrem trocas de

pedaços de genoma entre si, criando um

vírus novo que nunca existiu antes, que

a gente pode até chamar de uma forma

lúdica de vírus híbrido. Mas foram

apenas detectados dois casos até o

momento e a OMS diz que qualquer

conclusão sobre a transmissibilidade ou

a própria gravidade clínica dessa cepa

recombinante seria prematura. A gente

não tem nenhum estudo com base nisso. O

que a gente sabe por enquanto é que

esses pacientes tiveram apresentações

clínicas muito parecidas com a de outros

clados e se recuperaram sem complicações

graves, pelo menos isso, né? Mas antes

de você achar que essa cepa híbrida é

roteiro de um filme apocalíptico, calma,

calma, calma. Vamos olhar pros dados

reais. Nenhum deles evoluiu para caso

grave e a vigilância não encontrou

nenhum caso secundário. Ou seja,

rastrearam os contatos próximos dessas

pessoas e ele não foi transmitido. Mas

sempre tem o más, né? Nós temos dois

problemas aqui que valem a pena a gente

olhar com calma para eles no futuro

daqui paraa frente. Primeiro, os testes

de PCR padrão que os hospitais usam para

diferenciar as cepas, eles não detectam

vírus recombinantes. Só é detectado se a

gente fizer o sequenciamento genômico

completo para conseguir enxergar isso,

tá? E a verdade é que a maioria dos

países, incluindo o Brasil, eles não têm

estrutura ou às vezes não têm dinheiro

para sequenciar 100% desses casos. Então

a gente às vezes pode estar lutando no

escuro. Pode ser que uma pessoa que

tenha MPOX esteja com esse vírus híbrido

e a gente nem saiba. E com certeza no

mundo inteiro não foram apenas duas

pessoas, foram duas pessoas que foram

detectadas. Então isso acaba sugerindo

que esse vírus híbrido já tá circulando

Tem vacinas?

de forma muito mais ampla do que os

radares oficiais mostram pra gente, né?

E a grande questão que pode tirar o sono

de alguns cientistas hoje em dia é que

essa cepa ou novas cepas híbridas podem

acabar combinando uma maior letalidade

com uma maior transmissibilidade,

o que é um pouco difícil, a gente sabe,

pela própria natureza de um vírus, mas é

prematura a gente afirmar qualquer

coisa. Mas de fato isso é possível.

Biologicamente não é impossível. E isso

já faz todo mundo ficar em alerta. E

para piorar um pouquinho mais as coisas,

olha só, a varíula humana ela foi

erradicada em 1980, então a vacinação

contra ela, ela foi descontinuada. Isso

significa que bilhões de pessoas

nascidas depois de 1980 não tem nenhuma

proteção cruzada contra o ortopox vírus.

E um alerta importantíssimo, não vai

olhar pro seu braço agora e ver aquela

marquinha que todo mundo tem, né? Ou

deveria ter, né? Pelo menos que essa

daqui, achando que você tomou essa

vacina, porque essa vacina da Varíula

também deixava uma marquinha, mas não é

essa. Essa marquinha que a maioria

esmagadoras dos brasileiros tem é da

vacina BCG, que é contra tuberculose.

Não tem nada a ver uma coisa com a

outra. A vacina da varíula também

deixava cicatriz. Ela parou de ser dada

no Brasil no fim dos anos 70. Se você

tem menos de 45 anos, você não tem

defesa vacinal nenhuma contra MPOX. Eu

não tenho. E até existe uma vacina de

nova geração aqui no Brasil que é a

Ginels. E ela tá disponível até pelo

SUS, mas de forma extremamente limitada,

apenas para maiores de 18 anos que

convivem com algum tipo de comorbidade e

profissionais de saúde com contato

direto com esse tipo de vírus. E isso

gera um alerta, né? a gente tem uma

cobertura vacinal baixa, doses

insuficientes, até porque a vacina é

cara. E isso cria o que a gente chama de

lacuna de imunidade, uma população

inteira sem defesa contra uma família de

vírus, que historicamente foi uma das

mais letais que a humanidade já

enfrentou. E já que a vacina não vai

Como se Prevenir?

chegar no teu braço tão cedo, você

precisa entender como que a transmissão

ocorre e como que você pode se prevenir.

Essa é a melhor opção. A MPOX, ela é um

tanque de guerra pesado, ou seja, ela

não flutua no ar. Para esse vírus, ele

acabar sendo transmitido, ele exige

contato físico próximo e prolongado.

Exemplos: pele com pele, fluidos

corporais, contato direto com as lesões

de alguém, principalmente as feridas que

elas geram. E ele também é um vírus

extremamente resistente fora do corpo.

Ele pode ficar em toalhas, lençóis,

roupas de alguém infectado, roupa de

banho. E isso por dias e dependendo da

temperatura, ele pode ficar meses. Então

a prevenção real baseada em ciência, ela

é muito simples, na verdade. Evitar

qualquer contato pele a pele com pessoas

que apresentem feridas, erupções

cutâneas que são suspeitas, ganglios

inchados. Também não compartilhem

toalhas, roupa de banho, roupa de cama,

copo com pessoas que estiverem com

suspeitas de feridas, de alguma coisa

assim. E agora com a volta às aulas e o

fim do carnaval aqui no Brasil, a melhor

defesa de fato quando você tiver fora de

casa é a lavagem e higienização das suas

mãos. Esse é o melhor escudo contra a

CALMA!

Mpox. E é por causa de tudo isso que tem

muito alarde na internet. Inclusive,

talvez você tenha clicado aqui nesse

vídeo achando que iria trazer só

conspiração do fim do mundo, nova

pandemia, blá blá blá. Mas aqui não.

Aqui nós trazemos notícias baseadas em

ciência. E antes de você ficar em

pânico, ficar preocupado, lembra da

pergunta que eu te fiz lá no começo do

vídeo? Quantas pessoas a Variola matou

só no século XX? A resposta oficial é

bem assustadora. entre 300 e 500 milhões

de pessoas. Mas a MPOX não é a varíola

de 1900. Nós temos agora uma vigilância

genômica e química que os nossos avós,

bisavós, tataravóz tinham. O risco de

uma pandemia com mortes na casa de

milhões de pessoas é muito, muito baixo.

Então pode respirar fundo, fica

tranquilo que a humanidade não vai

acabar. E apox não é a nova varíula,

apesar do nome antigo que ela tinha, que

era a varíola dos macacos. sugerir isso

longe disso. E o macaco não tem nada a

ver com a história, o macaco é vítima,

lembre-se disso, tá? Se você gostou

desse vídeo, considera deixar o like, se

inscrever nesse canal e continua por

aqui, ó. Se quiser conhecer um pouquinho

mais sobre o Nipa vírus, um vírus que

tem 80% de letalidade, confere esse

outro vídeo ou então esse outro vídeo

que o YouTube tá te recomendando aí,

beleza? Um forte abraço, fiquem bem, se

cuidem e até a próxima. M.


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