Hoje a gente vai falar sobre o vírus
Mpox aqui no Brasil causando alvoroço. A
OMS deu um alerta que ninguém ouviu
porque tava todo mundo curtindo o
carnaval. e assiste esse vídeo até o fim
para você ter informação científica de
qualidade.
Bom, antes da gente falar de fato do
vírus Mpox, vamos imaginar a seguinte
situação. Toda vez que um vírus infecta
o seu corpo, na verdade, as suas células
elas produzem uma enzima de defesa que
ela funciona como um corretor
ortográfico, digamos assim, só que ao
contrário, em vez dele corrigir os
erros, ele vai causar erros propositais
no DNA desse vírus. Ou seja, isso é para
sabotar o manual de instruções, que é a
blueprint do vírus, para que ele não
consiga se replicar. Então, faz sentido,
né? uma arma genial do seu sistema imune
contra qualquer coisa que possa invadir
o seu corpo. Só que esse vírus, o Mpox,
que tá chegando com força, ele não só
sobrevive a esse ataque, como ele
aproveita tudo isso para reescrever o
seu código genético de uma forma
melhorada. Então, ele usa essas mutações
que o seu corpo causa para se tornar
mais eficiente em te infectar. Isso
parece um pouco assustador, né? Porque a
gente tá lidando com o desconhecido.
Enquanto o mundo inteiro achou que essa
doença tinha ficado lá em 2022, quando a
gente teve grandes surtos, inclusive
aqui no Brasil, duas coisas aconteceram
em silêncio. Primeiro, o único
medicamento que a gente tinha para
tratar MPOX, ele acabou falhando nos
testes clínicos. Eu vou falar mais a
respeito disso. E segundo, duas
variantes diferentes do mesmo vírus
infectaram a mesma pessoa, trocaram
material genético entre si e criaram um
vírus híbrido que nunca existiu na
natureza e tá circulando por mundo
afora. Aí só nesses primeiros meses de
2026, antes do carnaval ainda, o Brasil
registrou dezenas de casos confirmados e
espalhados por estados como São Paulo,
Bahia, Rio Grande do Sul, entre outros.
E a pergunta que tá tirando o sono de
muita gente é: com um vírus que sofreu
mutação burlando o nosso próprio sistema
imune, será que estamos de frente para
uma nova pandemia? Calma, gente, esse
vídeo aqui não é para assustar ninguém.
Hoje a gente vai mergulhar na biologia e
na química do problema. E eu vou te
mostrar, com base em artigos e estudos
científicos, o que que esse vírus
realmente faz dentro do seu corpo e por
que a Mpox de 2026, ela é muito mais
assustadora do que a Mpox que a gente
ouviu falar lá de 2022. Antes de mais
nada, vamos estabelecer o que que é a
Afinal, o que é o MPOX?
Mpox de verdade, porque se você acha que
é só uma doença de macaco com bolinha na
pele que dá coceira, você tá perdendo um
pouquinho, uma boa parte, na verdade,
dessa história aí. E a parte mais
assustadora, talvez a MPOX é causada
pelo vírus Monkeypo Pox ou MPXV, que é
um ortopox vírus. E a primeira coisa que
quase ninguém sabe é que esse vírus é
primo do vírus da varíola. Sim, a
varílula, a doença mais letal da
história da humanidade. E eu duvido que
você saiba o número exato. Chuta aqui
nos comentários quantas pessoas que você
acha que a varíola matou só no século
XX. escreve aí, chutou? No final do
vídeo eu te falo o número real, mas eu
te adianto que provavelmente o seu chute
foi muito baixo, infelizmente, é claro.
Agora olha só o nível desse vírus que a
gente tá lidando. O SARSCOV, o vírus da
Covid que parou o planeta em 2020, tem
cerca de 29 genes. Sabe quantos genes
codificadores que o vírus de MPOX tem no
seu DNA, que é de dupla fita?
Aproximadamente 190. Na biologia, ou
melhor, na bioquímica, complexidade não
é sinônimo de letalidade, felizmente, ou
de contágio. O vírus da COVID é um vírus
pequeno de RNA, que era muito
transmissível, principalmente pelo ar,
né? Já o da MPX não é bem assim. Ele é
um vírus bem maior, bem mais complexo.
Primeiro, ele vai te derrubar com febre,
calafrios, dores musculares intensas e
os característicos gangnglios inchados.
E depois disso, né, a gente sabe as
lesões na pele que evoluem como se
fossem bolhas com pus e crostas e são
muito dolorosas. Então, o grande truque
desse vírus é garantir que você fique
vivo espalhando esse vírus para outras
pessoas com base nessas feridas e
fluidos. E apesar de que o grande foco
de transmissão é pelo contato direto com
a pele, pelas feridas, ele também pode
ser transmitido por outras vias que a
gente conhece. Então, a gente tem
gotículas respiratórias, porém não são
aerossóis, tá? Gotículas maiores. E
ainda a grande parte do alerta global de
saúde pública hoje envolve a fortíssima
transmissão via contato sexual. Na
verdade, também existem outras formas de
transmissão, fluídos principalmente. E
De onde surgiu o Vírus Mpox?
de onde que surgi esse vírus? Bom, a
história ela começa em 1958
na Dinamarca. Então foi um virologista
chamado Preben V Magnus que estava
estudando colônias de macacos utilizados
em pesquisa, quando esses animais
começaram a desenvolver lesões estranhas
na pele, aquelas crostas e feridas e
tudo mais, que era muito parecido com a
varíola. E ele isolou esse vírus e como
foi encontrado em macacos, ele batizou
de Monkey Pox, ou seja, a varíula dos
macacos. Só que aí que tá a primeira
grande ironia. O vírus não é dos
macacos. Os macacos, assim como nós,
eles são vítimas acidentais. Então, os
verdadeiros hospedeiros são, na verdade,
roedores africanos, esquilos, ratazanas
gigantes, tem uns que se chamam ratasan
da Gâmbia, arganazes, animais que vivem
geralmente em florestas tropicais da
África Central e Ocidental que carregam
esse vírus sem ficar doentes. É o mesmo
caso do morcego quando eu falei do vírus
nipa. Isso é um grande problema,
pessoal, porque tem muita gente que
pensa: "Pô, Mpox é do macaco, não sei o
quê." Tem gente que quer até matar os
macacos. Não faz sentido nenhum isso. E
é verdade, é o mesmo causo da febre
amarela. Tem gente caçando macaco,
achando que é esse que é o problema,
quando na verdade não tem nada a ver.
O primeiro caso em HUMANOS
Bem, 12 anos depois da descoberta, em
1970, veio o primeiro caso em humanos.
Foi um bebê de 9 meses na República
Democrática do Congo. A criança, ela foi
internada com uma suspeita de varíula,
mas a verdade era outra coisa. Era o
primo menos famoso, o primo pobre, né,
que ninguém prestou atenção, que era o
MPX. E durante décadas, pessoal, foi
assim. Na verdade, a gente tinha casos
esporádicos quase sempre ali no
continente africano, quase sempre ligado
a contatos com animais, essas ratasanas
aí que eu citei. E o mundo simplesmente
ignorou, até porque não é uma doença tão
agressiva assim. Só que em 2003, o vírus
apareceu pela primeira vez fora da
África, nos Estados Unidos. E adivinha
como? com roedores que foram importados
de gana e infectaram alguns cães numa
loja de animais. E esses cães passaram
essa doença para cerca de 40 pessoas.
Então, foi um surto controlado e o
mundo, na verdade, voltou a ignorar. Não
são cães, são cães da pradaria. Eu tô
aqui com um artigo e eu tava lendo, tava
priority do Dogs, Priogs falar, que que
é isso? É uma raça de cão. Ignorei.
Quando eu fui ver, tinha uma imagem aqui
que é um cão da pradaria. E eu só fui
ver isso depois que eu tinha gravado o
vídeo. Enfim, cão da pradaria é um
mamífero roedor,
que é esse cara aí, ó. Não é um
cachorro, tá?
Só que em 2022, eu não sei se vocês
lembram, mas esse vírus ele mostrou que
tinha aprendido uma coisa nova, a se
espalhar de humano para humano. Foi
quando a gente teve um pequeno um
pequeno grande surto. Na verdade, o
Brasil ficou em segundo lugar dos países
com mais surtos de Mpox. Vocês
acreditam? Pois é, e o pior de tudo, sem
precisar de nenhum animal, agora não era
rato que estava passando pros humanos,
era de humano para humano. E isso é
reflexo de um grande problema. Mas vamos
olhar pro cenário atual. Do começo do
surto de 2022 até o início de 2025, os
relatórios da OMMS registraram mais de
140.000 casos confirmados da Mpox no
mundo espalhados por mais de 133 países.
O Brasil, né, como eu falei, ele foi o
segundo país com mais casos no mundo
inteiro nesse surto de 2022 e ele ficou
apenas atrás dos Estados Unidos com
quase 11.000 infecções. Você conhece
alguém que tevex? Comenta aqui, por
favor, pra gente saber. E agora em 2026
a coisa mudou de figura. Só nesses dois
primeiros meses, isso antes do carnaval,
a gente já passou de 48 casos
confirmados aqui no Brasil, a maioria
esmagadora no estado de São Paulo. E tem
um detalhe que deixou os infectologistas
em alerta máximo, que é o clado 1B. O
primeiro caso confirmado no Brasil foi
de uma mulher de 29 anos no estado de
São Paulo em março de 2025. E sabe o que
que é o mais bizarro? Ela não tinha
histórico de viagem. Ela contraiu o
vírus de familiares vindos lá da
República Democrática do Congo que
vieram visitar ela. Ou seja, o vírus
viajou até aqui e veio até ela. E aí que
mora o problema, pessoal, porque entre o
carnaval que a gente acabou de viver e
pra medicina, pros infectologistas, o
carnaval não é só uma festa, ele é o
maior laboratório de contato físico
intenso de um país inteiro, um país de
dimensões continentais. Na verdade, as
próximas semanas que a gente vai ver o
resultado dessa festa. Será que houve
mesmo a transmissão desse vírus? Porque
ninguém falou nada, né? Agora vamos
falar da parte bioquímica da história,
que é a parte mais perturbadora. E ela
APOBEC3 o Paradoxo
começa com uma enzima do seu corpo
chamada Apobec 3, uma classe de enzimas.
E claro, Apobec 3 é uma abreviação, o
nome é esse nome gigante aqui que,
enfim, eu não vou ler, mas é claro que
não precisa decorar. Foca no que que ela
faz. Nós humanos temos sete variantes
dessa enzima e o trabalho delas é
simples, porém genial. Essa apobac 3,
ela entra rasgando e causando mutações
massivas nesse genoma viral para que
esse vírus não consiga se replicar. Só
que aí vem um paradoxo um tanto quanto
assustador da MPOX. Quando os cientistas
eles sequenciaram o genoma desse vírus
do surto de 2022 e compararam com
amostras antigas que eles já tinham nas
suas bases de dados. Eles encontraram
uma coisa bem bizarra. Havia cerca de 42
diferenças no código. Quase todas as
mutações tinham a assinatura criminal da
Applec 3. O que que significa isso? O
vírus conseguiu sobreviver as mutações
causadas por essa enzima. E tem um
artigo publicado na Science que revelou
algo ainda mais incrível. Na variante
que se espalhou pelo mundo, mais de 90%
das mutações transmitidas em humanos
carregavam a assinatura da nossa enzima.
Ou seja, a enzima tentou destruir, mas o
vírus sobreviveu. E o grande paradoxo é
que a Appleback 3, que deveria proteger
a gente, ela causou algumas mutações
modestas, não degradou ele, e acabou
gerando essa variabilidade genética que
permite com que a MPOX se mantenha
estável e persistente na população
humana. Mas no longo prazo, os estudos
indicam que o acúmulo dessas mutações
pode fazer com que a gente tenha uma
diminuição da capacidade de transmissão
ou de replicação desse vírus. Então esse
acaba sendo um ponto positivo se os
estudos estiverem corretos. E o que que
significa isso na prática? A verdade é
que esse vírus ele já tá circulando de
forma silenciosa entre humanos, pelo
menos desde 2016, ou seja, muito tempo
antes do mundo prestar atenção nele, ele
já tava pulando de pessoa para pessoa e
acumulando algumas mutações. Então tem
até estudos que mostram que o vírus
acumula cerca de seis mutações mediadas
pela Apple Back 3 a cada ano. E aqui a
coisa fica um pouquinho mais séria, tá?
A Applec 3, ela deveria destruir o
vírus, como eu falei, e na maioria dos
vírus, ela consegue fazer isso. Os
genomas mais mutados simplesmente não
sobrevivem. Só que esses poucos vírus
que passam por esse filtro, digamos
assim, eles continuam viáveis, eles
conseguem se replicar, carregam essas
mutações que sobraram, que são as menos
letais, as que o vírus acabou tolerando.
E até um estudo recente trouxe uma
descoberta que levantou um alerta sério
entre os pesquisadores, porque essas
mutações com essa assinatura, que a
gente chama da Apple Back 3, elas não
estão distribuídas aleatoriamente pelo
genoma. Elas foram encontradas
exatamente nos genes que o vírus usa
para invadir as nossas células e escapar
das nossas defesas imunológicas. E a
pergunta é: será que isso aqui é uma
coincidência ou essas mutações estão
sendo selecionadas porque dão vantagem
ao vírus? Ninguém sabe ainda. Bom, mas
se esse vírus ele tá evoluindo tão
rápido, pelo menos a gente tem um
Tem Medicamento para Tratar?
tratamento eficaz para ele, certo?
Errado. A nossa grande esperança era um
antiviral chamado Tecovirate. Acho que
eu falei, né,
eu acho que eu falei certo o nome. E
esse medicamento ele foi aprovado pelo
FDA em 2018 para tratar a varíola. Sim,
a varíula, uma doença que foi erradicada
em 1980 e ele nunca tinha sido testado
em humanos com a MPOX até o surto de
2022. Então, os Estados Unidos lançaram
um ensaio clínico gigante em sete
países, incluindo o Brasil. Só que o
resultado desse ensaio foi, na verdade,
um fracasso. Para vocês terem uma ideia,
em dezembro de 2024, o estudo ele foi
interrompido e a análise, basicamente, a
conclusão que eles chegaram foi que o
Tecovirate ele é seguro, mas ele não foi
melhor do que uma pílula de farinha, ou
seja, um placebo para acelerar a cura
das lesões ou diminuir a dor dessas
lesões das feridas que são formadas
pelox. Nenhuma diferença na dor, nenhuma
diferença na cura. E ainda teve um
estudo paralelo no Congo que mostrou
exatamente a mesma falha, nenhuma
vantagem. Resumindo o pesadelo, a gente
tá diante de um vírus que está
evoluindo, que já está circulando
inclusive no Brasil e nós não temos
nenhum tratamento antiviral específico
com resultados palpáveis. E o tratamento
hoje, ele na verdade é só um tratamento
de suporte, ou seja, você vai tratar
apenas a dor. E se a falta de remédio
ABOMBA da OMS (Vírus Híbrido)
não fosse ainda um motivo suficiente de
alerta, a OMS ainda acabou de jogar uma
bomba. Na verdade, foi no dia 14 de
fevereiro, faz alguns dias atrás. Aí a
OMS publicou um dizia Outbre Break News
com uma informação que deveria ter
virado manchete em todos os jornais do
mundo. E adivinha só? Não virou. Que que
tava na TV nesses dias? Carnaval. Ó a
capa do jornal como que tava. Mas aqui
nesse canal eu te informo, então
considera se inscrever e deixar um like
aí, hein? Nessa notícia foi confirmada a
existência de uma cepa recombinante do
vírus da MPOX, ou seja, uma
recombinação. E o que que é isso? é
quando dois vírus de tipos diferentes
infectam a mesma pessoa ao mesmo tempo.
E durante a replicação ocorrem trocas de
pedaços de genoma entre si, criando um
vírus novo que nunca existiu antes, que
a gente pode até chamar de uma forma
lúdica de vírus híbrido. Mas foram
apenas detectados dois casos até o
momento e a OMS diz que qualquer
conclusão sobre a transmissibilidade ou
a própria gravidade clínica dessa cepa
recombinante seria prematura. A gente
não tem nenhum estudo com base nisso. O
que a gente sabe por enquanto é que
esses pacientes tiveram apresentações
clínicas muito parecidas com a de outros
clados e se recuperaram sem complicações
graves, pelo menos isso, né? Mas antes
de você achar que essa cepa híbrida é
roteiro de um filme apocalíptico, calma,
calma, calma. Vamos olhar pros dados
reais. Nenhum deles evoluiu para caso
grave e a vigilância não encontrou
nenhum caso secundário. Ou seja,
rastrearam os contatos próximos dessas
pessoas e ele não foi transmitido. Mas
sempre tem o más, né? Nós temos dois
problemas aqui que valem a pena a gente
olhar com calma para eles no futuro
daqui paraa frente. Primeiro, os testes
de PCR padrão que os hospitais usam para
diferenciar as cepas, eles não detectam
vírus recombinantes. Só é detectado se a
gente fizer o sequenciamento genômico
completo para conseguir enxergar isso,
tá? E a verdade é que a maioria dos
países, incluindo o Brasil, eles não têm
estrutura ou às vezes não têm dinheiro
para sequenciar 100% desses casos. Então
a gente às vezes pode estar lutando no
escuro. Pode ser que uma pessoa que
tenha MPOX esteja com esse vírus híbrido
e a gente nem saiba. E com certeza no
mundo inteiro não foram apenas duas
pessoas, foram duas pessoas que foram
detectadas. Então isso acaba sugerindo
que esse vírus híbrido já tá circulando
Tem vacinas?
de forma muito mais ampla do que os
radares oficiais mostram pra gente, né?
E a grande questão que pode tirar o sono
de alguns cientistas hoje em dia é que
essa cepa ou novas cepas híbridas podem
acabar combinando uma maior letalidade
com uma maior transmissibilidade,
o que é um pouco difícil, a gente sabe,
pela própria natureza de um vírus, mas é
prematura a gente afirmar qualquer
coisa. Mas de fato isso é possível.
Biologicamente não é impossível. E isso
já faz todo mundo ficar em alerta. E
para piorar um pouquinho mais as coisas,
olha só, a varíula humana ela foi
erradicada em 1980, então a vacinação
contra ela, ela foi descontinuada. Isso
significa que bilhões de pessoas
nascidas depois de 1980 não tem nenhuma
proteção cruzada contra o ortopox vírus.
E um alerta importantíssimo, não vai
olhar pro seu braço agora e ver aquela
marquinha que todo mundo tem, né? Ou
deveria ter, né? Pelo menos que essa
daqui, achando que você tomou essa
vacina, porque essa vacina da Varíula
também deixava uma marquinha, mas não é
essa. Essa marquinha que a maioria
esmagadoras dos brasileiros tem é da
vacina BCG, que é contra tuberculose.
Não tem nada a ver uma coisa com a
outra. A vacina da varíula também
deixava cicatriz. Ela parou de ser dada
no Brasil no fim dos anos 70. Se você
tem menos de 45 anos, você não tem
defesa vacinal nenhuma contra MPOX. Eu
não tenho. E até existe uma vacina de
nova geração aqui no Brasil que é a
Ginels. E ela tá disponível até pelo
SUS, mas de forma extremamente limitada,
apenas para maiores de 18 anos que
convivem com algum tipo de comorbidade e
profissionais de saúde com contato
direto com esse tipo de vírus. E isso
gera um alerta, né? a gente tem uma
cobertura vacinal baixa, doses
insuficientes, até porque a vacina é
cara. E isso cria o que a gente chama de
lacuna de imunidade, uma população
inteira sem defesa contra uma família de
vírus, que historicamente foi uma das
mais letais que a humanidade já
enfrentou. E já que a vacina não vai
Como se Prevenir?
chegar no teu braço tão cedo, você
precisa entender como que a transmissão
ocorre e como que você pode se prevenir.
Essa é a melhor opção. A MPOX, ela é um
tanque de guerra pesado, ou seja, ela
não flutua no ar. Para esse vírus, ele
acabar sendo transmitido, ele exige
contato físico próximo e prolongado.
Exemplos: pele com pele, fluidos
corporais, contato direto com as lesões
de alguém, principalmente as feridas que
elas geram. E ele também é um vírus
extremamente resistente fora do corpo.
Ele pode ficar em toalhas, lençóis,
roupas de alguém infectado, roupa de
banho. E isso por dias e dependendo da
temperatura, ele pode ficar meses. Então
a prevenção real baseada em ciência, ela
é muito simples, na verdade. Evitar
qualquer contato pele a pele com pessoas
que apresentem feridas, erupções
cutâneas que são suspeitas, ganglios
inchados. Também não compartilhem
toalhas, roupa de banho, roupa de cama,
copo com pessoas que estiverem com
suspeitas de feridas, de alguma coisa
assim. E agora com a volta às aulas e o
fim do carnaval aqui no Brasil, a melhor
defesa de fato quando você tiver fora de
casa é a lavagem e higienização das suas
mãos. Esse é o melhor escudo contra a
CALMA!
Mpox. E é por causa de tudo isso que tem
muito alarde na internet. Inclusive,
talvez você tenha clicado aqui nesse
vídeo achando que iria trazer só
conspiração do fim do mundo, nova
pandemia, blá blá blá. Mas aqui não.
Aqui nós trazemos notícias baseadas em
ciência. E antes de você ficar em
pânico, ficar preocupado, lembra da
pergunta que eu te fiz lá no começo do
vídeo? Quantas pessoas a Variola matou
só no século XX? A resposta oficial é
bem assustadora. entre 300 e 500 milhões
de pessoas. Mas a MPOX não é a varíola
de 1900. Nós temos agora uma vigilância
genômica e química que os nossos avós,
bisavós, tataravóz tinham. O risco de
uma pandemia com mortes na casa de
milhões de pessoas é muito, muito baixo.
Então pode respirar fundo, fica
tranquilo que a humanidade não vai
acabar. E apox não é a nova varíula,
apesar do nome antigo que ela tinha, que
era a varíola dos macacos. sugerir isso
longe disso. E o macaco não tem nada a
ver com a história, o macaco é vítima,
lembre-se disso, tá? Se você gostou
desse vídeo, considera deixar o like, se
inscrever nesse canal e continua por
aqui, ó. Se quiser conhecer um pouquinho
mais sobre o Nipa vírus, um vírus que
tem 80% de letalidade, confere esse
outro vídeo ou então esse outro vídeo
que o YouTube tá te recomendando aí,
beleza? Um forte abraço, fiquem bem, se
cuidem e até a próxima. M.
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