Amigos, o que vocês estão prestes a
testemunhar é histórico. Milhares de
brasileiros estão deixando os Estados
Unidos em massa neste exato momento. Não
é uma viagem de férias, não é uma visita
temporária, é um êxodo definitivo. O
sonho americano para muitos de nossos
compatriotas chegou ao fim em 2025.
Nesta reportagem exclusiva, vamos
mergulhar fundo nesta crise humanitária
que tá acontecendo agora mesmo nas
estradas americanas e na fronteira.
Fiquem conosco até o final, porque as
imagens e os relatos que vocês verão são
de partir o coração.
A grande caravana, números
impressionantes.
Prepare-se pros dados alarmantes. Mais
de 2100 veículos já cruzaram a fronteira
entre o Texas e o México, somente nesta
semana, carregando famílias brasileiras
completas. Esses carros são
identificados por uma bandeira branca
amarrada nas janelas, um símbolo de
rendição, de desistência do sonho que um
dia os levou pro norte. Roberto Silva,
28 anos de vivência nos Estados Unidos
como trabalhador indocumentado, tomou a
decisão mais difícil de sua vida,
retornar definitivamente para São Paulo.
Vim buscar uma vida melhor, construí
tudo do zero, mas agora, com essas
ameaças constantes de deportação,
prefiro voltar com dignidade do que ser
expulso à força. Conta Roberto enquanto
dirige seu carro lotado de pertences
rumo à fronteira sul. A partida
aconteceu na madrugada fria de uma
quinta-feira. Mais de 850 veículos
vindos de todos os cantos dos Estados
Unidos formaram uma fila interminável
saindo de um centro comercial em Laredo,
Texas. O objetivo garantir que
aproximadamente 3.600 brasileiros cruzem
a fronteira com segurança, protegidos
pela força do grupo. Esta migração
reversa representa uma virada drástica
no fenômeno migratório. O que antes eram
viagens sazonais para celebrar o Natal
com a família no Brasil, agora se
transformou em um movimento permanente.
Famílias inteiras carregam absolutamente
tudo que possuem, porque desta vez não
há planos de retorno. Dois, histórias
reais, o drama por trás dos números.
Márcia Oliveira se despediu de sua
companheira de mais de 32 anos para
partir rumo ao Brasil. Após três décadas
e meia trabalhando como diarista em New
York, Nova Jersey, ela nunca conseguiu
regularizar sua documentação. Tentei
todos os caminhos legais possíveis.
Paguei advogados, esperei anos, mas o
sistema não funciona para pessoas como
eu. Agora, com Trump de volta, sei que
meus dias estão contados aqui. Relata
Márcia com lágrimas nos olhos.
Carlos Eduardo empreendeu uma jornada
sem volta.
Estou voltando pro Brasil, certo? Mas
aos Estados Unidos eu agradeço
imensamente. Me deu uma vida inteira,
uma família, uma esposa, dois filhos,
mas em 36 anos não consegui legalizar
minha situação. Decidi retornar
definitivamente para Minas Gerais, antes
que seja tarde demais", explica enquanto
dirige sua caminhonete carregada.
Esta não é uma viagem qualquer, é uma
jornada forçada de volta para casa.
Vejam este trailer que Carlos está
puxando, lotado de móveis,
eletrodomésticos e memórias de décadas
de trabalho duro. Esta é toda a minha
vida aqui dentro. Tudo que conquistei em
anos de suor está sendo levado de
volta", diz apontando pra carga.
O sonho americano se evaporou para
centenas de milhares de brasileiros,
substituído pelo terror das deportações
em massa prometidas pela administração
Trump, que intensificou operações
implacáveis nas chamadas cidade
santuário, como New York, Boston e Fall
River, onde a presença brasileira é
massiva.
Três, o inferno na cidade santuário.
Juliana Ferreira tá organizando a sua
autodeportação.
Isto aqui virou um inferno. O sonho
americano simplesmente não existe mais.
Deus tenha misericórdia deste presidente
porque não acredito que ele tenha
coração. Desabafa Juliana enquanto
empacota seus últimos pertences em sua
casa em Summerville, Massachusetts.
A caravana de brasileiros já atravessa a
fronteira em pleno êxodo, com centenas
de veículos saindo de Laredo e
Brownsville, no Texas. desde o início
desta semana, carregados de famílias
inteiras que fogem da perseguição.
Neste ano, estimativas indicam que cerca
de 18.500 famílias brasileiras de
diferentes cidades americanas já
retornaram ou estão em processo de
retorno.
Teresa Costa emigrou há 31 anos, agora
aos 63 enfrenta a realidade mais dura.
Não tenho para onde ir. Meus pais
faleceram, meus avós também. Agora, uma
amiga que conhecia aqui me disse para ir
até Goiás ficar na casa da mãe dela. É
para lá que vou ver como vou me virar.
Conta Teresa, visivelmente abalada pela
incerteza que a aguarda.
Organizações de apoio como Brasileiros
Unidos em Caravana confirmam que o
comboio iniciado no dia 12 de novembro e
que partiu oficialmente no dia 16 às 4
horas da manhã transporta não apenas
brasileiros, mas também venezuelanos,
hondurenhos e outros latino-americanos.
Todos vendem tudo que tem em sua cidade
santuário, determinados a não voltar
nunca mais.
Quatro, vendendo tudo. A última
esperança. Meu plano é vender meu
pequeno negócio de limpeza. Com o
dinheiro, cerca de 28.000, vou começar
um novo empreendimento no Brasil. Não é
muito, mas é com isso que algo se
começa. Como diz o ditado, quem é
brasileiro em qualquer lugar dá seu
jeito explica Fernando Santos,
proprietário de uma pequena empresa em
Framingham, Massachusetts.
Mal cruzaram para Nuevo Laredo,
Tamaulipas, um grupo se ajoelhou e rezou
mais uma vez, pedindo a Deus que ninguém
roube no caminho aquilo que compraram
com tanto sacrifício para suas famílias.
O medo não é apenas da imigração
americana, mas também da violência que
pode encontrar nas estradas mexicanas.
Autoridades locais confirmam que pelo
menos 480 veículos entraram por
matamoros, um aumento de 45% em relação
a 2024. Esse salto dramático foi
impulsionado pela emergência nacional
declarada por Trump, que permite prisões
sem mandado judicial em qualquer local
de trabalho, escola ou rua. Esta pode se
tornar a última caravana para muitos
brasileiros. Há pessoas que já planejam
se estabelecer permanentemente no Brasil
diante deste discurso de ódio que
rejeitamos totalmente. Realizar uma
expulsão massiva de imigrantes
indocumentados significa forçar milhares
de famílias a reconsiderar completamente
suas vidas", comenta um representante do
consulado brasileiro em Houston. Cinco.
A união pela sobrevivência.
Imigrantes da Venezuela, Guatemala,
Nicarágua e outros países
centro-americanos se juntam aos
brasileiros saindo de estados como
Texas, Flórida e Massachusetts. Formam
caravanas de veículos para se protegerem
mutuamente durante a jornada perigosa,
carregando móveis, eletrodomésticos e
tudo o que acularam em anos de trabalho
árduo. Eles vêm com suas máquinas de
lavar, com todos os utensílios de suas
casas, porque estão vindo para se
estabelecer definitivamente. A situação
de trabalho ficou insuportável. Tem medo
de sair para trabalhar, de ir ao
supermercado comprar comida, de enviar
as crianças pra escola. Vivem em pânico
constante, explica uma voluntária que
auxilia os migrantes na fronteira.
Diferente das travessias anuais para
visitas familiares no Natal e Ano Novo,
desta vez a intenção é permanecer no
Brasil para sempre ou usá-lo como ponte
para retornar aos seus países de origem.
Não são mais turistas ou visitantes, são
refugiados do próprio sistema que os
explorou por décadas. As ameaças de
Donald Trump forçaram Moberto Silva a
vender sua casa em Denvery Connecticut e
começar uma viagem de vários dias pela
estrada apenas com sua esposa, rumo à
terra que o viu nascer e onde planeja
passar o resto da sua vida. O sonho
acabou", dizem muitos ao partir
criticando Trump e o governo
estadunidense.
Apesar dos anos de ajuda recebida em
abrigos e programas sociais, acusam o
presidente de trair promessas do
passado, agora substituídas por batidas
policiais que os deixam sem
alternativas.
Está muito difícil. Há um ambiente
hostil aos imigrantes. Há medo de sair,
de ir trabalhar, de andar pela rua. Às
vezes ocorrem batidas em restaurantes,
em locais de trabalho. É um ambiente
muito feio e as pessoas dizem: "Não,
assim eu não vivo. Prefiro voltar pro
meu país", relata Andreia Souza, que
trabalhou 15 anos como enfermeira sem
documentos em Chicago. Seis. As
operações de imigração se intensificam.
As operações do I, agência de imigração
e controle de alfândega, se estendem por
todo o país. Neste último sábado, na
região metropolitana de Washington, de
si, foram reportadas várias prisões em
massa. Enquanto isso, nas últimas horas
na Virgínia, um jovem brasileiro que
fugia dos agentes de imigração foi
atropelado fatalmente enquanto
atravessava uma rodovia. O governo Trump
planeja intensificar as operações de
deportação em massa até o final do ano,
com o despliegue de milhares de agentes
duais recém treinados para realizar
batidas diárias na cidade e santuário,
como New York, Boston e agora também
Charlotte e New Orleans, cidades com
grande concentração de brasileiros. O
incidente que ocorreu numa corte de
imigração em Miami, Flórida, é um
exemplo do que está acontecendo em todo
o país. Famílias sendo separadas à
força, crianças chorando enquanto seus
pais são algemados e levados para
centros de detenção.
Sete, o frio mortal. Outra ameaça. O
frio agrava ainda mais a crise
humanitária. Imigrantes expulsos de
abrigos enfrentam a fome e o risco real
de morrer congelados nas ruas.
Na costa leste dos Estados Unidos,
novembro de 2025 trouxe ondas de frio
polar com temperaturas mínimas de -7ºC
em cidades como Nova York e Boston. Em
Nova York, o prefeito Eric Adams
anunciou que entrou em vigor o primeiro
código azul da temporada diante das
temperaturas abaixo de zero esperadas. O
Código Azul obriga a abertura de abrigos
emergenciais, mas muitos imigrantes têm
medo de procurá-los por temor de serem
presos pela Ice. "Você está sentindo
esse frio agora?", pergunta um repórter
a um imigrante brasileiro na rua. "Claro
que sim. Olha, se eu te mostrar, eu
tenho isto aqui por baixo, mas só tenho
esta calça fina. Não aguento mais.
Prefiro o calor do Brasil do que morrer
congelado aqui", responde Joaquim,
tremendo de frio em um beco do Bronx.
Oito. México abre os braços, mas apenas
para alguns. Ao chegar ao México, os
brasileiros esperam encontrar refúgio
temporário antes de seguir para casa. O
governo mexicano, sob a estratégia
México te abraça, oferece acesso a
programas de bem-estar social, emprego,
transporte gratuito e IMS. sistema de
saúde mexicano, mas apenas para
mexicanos repatriados. Os brasileiros e
outros latino-americanos ficam numa zona
cinzenta, precisam atravessar o México
rapidamente, enfrentando os perigos das
estradas e muitas vezes a extorção de
autoridades corruptas e cartéis. O
governo mexicano espera que retornem
para esta temporada natalina cerca de
4,8 milhões de mexicanos que residem nos
Estados Unidos. O México está pronto
para receber com calor e apoio os
mexicanos que forem retornados dos
Estados Unidos", declarou a presidenta
Cláudia Shenba. Mas e os brasileiros?
Eles estão por conta própria, dependendo
de redes de solidariedade de
compatriotas e organizações não
governamentais para conseguir atravessar
o México com segurança. Nove. Os estados
se preparam para o retorno em massa. No
Brasil, autoridades estaduais organizam
reuniões de emergência para gerenciar a
chegada massiva de brasileiros
deportados e autodeportados.
Estados como São Paulo, Minas Gerais,
Goiás e Paraná coordenam o trânsito e
oferecem apoio básico, mas a
infraestrutura é limitada. Na
segunda-feira, outra caravana como esta
cruzará por El Passo, Texas e terminará
sua jornada no interior de Minas Gerais.
Há muitos indo para Goiás, para São
Paulo, pro Paraná, para Minas Gerais. É
gente de todo o canto do Brasil voltando
ao mesmo tempo, explica um coordenador
de apoio humanitário.
Imigrantes detidos em batida são
retirados à força de hotéis e abrigos e
colocados em ônibus que os levam direto
pra fronteira mexicana, sem aviso prévio
e sem seus pertences. Famílias inteiras
são embarcadas em ônibus blindados e
deportadas em questão de horas rumo à
ponte internacional. 10. Conclusão, um
novo começo forçado. O êxodo de fim de
ano de 2025 evidencia uma crise
humanitária sem precedentes recentes.
Famílias fogem das batidas, do frio
polar e da fome, criticando um sistema
que prometeu oportunidades, mas que
agora lhes vira as costas. Para muitos
brasileiros, o México não é apenas uma
passagem, é o caminho obrigatório de
volta para casa. Um novo início forçado,
longe do sonho que se evaporou em 2025.
Ah, que bonito chegar com a família. Não
há nada como estar com a família, com os
amigos, especialmente nestas datas
festivas, passar ao lado das pessoas que
a gente ama é muito, muito especial",
diz emocionada Carla Mendes ao se
aproximar da fronteira brasileira após
24 anos nos Estados Unidos, mas agora
chegam para ficar definitivamente.
Muitos buscam apenas descansar depois de
décadas de trabalho exaustivo. Outros já
planejam empreender novos negócios com o
dinheiro que conseguiram guardar.
Com o dinheiro que vou tirar da venda do
meu negócio, vou empreender algo novo no
Brasil. Pode não ser muito, mas é o
suficiente para recomeçar. Nós
brasileiros sabemos dar a volta por
cima. Em qualquer lugar a gente se vira
e prospera", conclui Fernando,
determinado a reconstruir sua vida em
solo brasileiro. O sonho americano
morreu para milhares de brasileiros em
2025, mas a esperança de um futuro digno
no Brasil acaba de renascer. Esta é a
história do maior êxodo de brasileiros
dos Estados Unidos em décadas. Um
movimento que tá redefinindo o
significado de volta para casa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário