Transcrição
R0 bilhões deais. Esse é o valor que o
Primeiro Comando da Capital movimentou
em um dos maiores esquemas criminosos da
história do Brasil. A Polícia Federal
expôs tudo. 40 fundos de investimento,
2500 postos de gasolina infiltrados só
em São Paulo. Dinheiro lavado no coração
financeiro do país. Mas depois da
explosão desta bomba, um homem deixa o
cargo de secretário de segurança de São
Paulo e corre para Brasília com uma
missão urgente: mudar completamente a
proposta do governo Lula sobre a
segurança. E o que ele propõe pode
dificultar investigações futuras contra
o crime organizado. Você vai entender
porque isso está deixando todo mundo no
mínimo desconfiado. Vamos relembrar. 28
de agosto de 2025, 6 horas da manhã, 100
agentes da Polícia Federal, Receita
Federal e Ministério Público de São
Paulo se mobilizam simultaneamente em
oito estados brasileiros. é a maior
operação contra o crime organizado da
história do país. O nome, na verdade,
são três operações acontecendo ao mesmo
tempo: Quazar, tanque e carbono oculto.
O alvo principal, desmantelar a
estrutura financeira do primeiro comando
da capital. E o que eles descobriram
deixou todo mundo chocado. Não estamos
falando de traficantes escondidos em
favelas. Estamos falando de uma facção
criminosa que se infiltrou completamente
no sistema financeiro brasileiro. 140
bilhões de reais movimentados entre 2020
e 2024.
40 fundos de investimento com patrimônio
de R bilhões de reais. Escritórios nos
prédios mais luxuosos da Avenida Faria
Lima, o coração do mercado financeiro de
São Paulo, onde foram cumpridos 42
mandados.
Andreia Chaves, subsecretária de
fiscalização da Receita Federal,
explicou o que estava acontecendo. Uma
invasão do crime organizado na economia
real e no mercado financeiro. O PCC não
estava mais apenas vendendo drogas. Eles
tinham comprado usinas de álcool,
fazendas de cana de açúcar, 1600
caminhões tanque, quatro refinarias, um
terminal portuário. Eles controlavam a
cadeia inteira, da plantação da cana até
a bomba de gasolina adulterada. Mas o
mais assustador, 2500 postos de
combustível só em São Paulo estavam
cooptados. Isso representa 30% de todos
os postos do estado. Você, se vive em
São Paulo ou passou por lá,
provavelmente já abasteceu em um deles.
E nesses postos, duas fraudes aconteciam
ao mesmo tempo. Primeiro, a gasolina era
adulterada. Segundo, a chamada bomba
baixa. Você pedia 50 L, mas recebia 45 e
seu dinheiro ia direto para o PCC.
Andrei Rodrigues, diretorgeral da
Polícia Federal, detalhou o esquema:
fracionamento de depósitos, empresas de
fachada, intermediadoras e operadoras
financeiras, coleta de dinheiro em
espécie, contas bolsão, adulteração e
fraude na venda de combustíveis, tudo
funcionando como um relógio suíço. E tem
mais. 140 postos que não tiveram
qualquer movimentação real passaram R 2
bilhões de reais em notas fiscais nos
últimos 4 anos. Eram fantasmas no papel,
lavando dinheiro do crime organizado. As
autoridades calculam que R 7,6 bilhões
de reais foram sonados, 52 bilhões
movimentados apenas no setor de
combustíveis entre 2020 e 2024. E para
lavar todo esse dinheiro, o PCC tinha um
banco paralelo. Fintex, aquelas startups
do setor financeiro, aplicavam os
recursos em contas bolsão em bancos
comerciais. Os valores se misturavam,
dificultando o rastreamento. Uma fintec
sozinha movimentou R bilhões deais. A
operação resultou em mais de 400
mandados cumpridos. Foram bloqueados R$
3,2 bilhões de reais em bens e valores.
141 veículos apreendidos, 192 imóveis,
duas embarcações, 41 pessoas físicas e
255 empresas tiveram recursos
bloqueados, incluindo a suspensão
imediata de 21 fundos de investimento.
Ricardo Lewandowski, ministro da
justiça, classificou como uma das
maiores operações da história contra o
crime organizado. Mas aqui começa a
história estranha. Dos 14 alvos de
prisão preventiva, apenas seis foram
encontrados. Oito conseguiram fugir. A
Polícia Federal começou a apurar se
houve vazamento de informações da
operação aos investigados. Alguém
avisou. E a PF pediu que a Interpol
incluísse esses oito foragidos. na lista
vermelha internacional. E enquanto todo
o Brasil discutia essa mega operação,
enquanto os números absurdos chocavam a
população, algo aconteceu em São Paulo.
Final de outubro de 2025, no dia 29,
logo após a operação do complexo do
alemão e da Penha no Rio de Janeiro, que
deixou 121 pessoas mortas e gerou enorme
polêmica no Brasil todo, Guilherme Deit
fez um anúncio surpreendente. Ele é
capitão da reserva da Polícia Militar,
foi comandante da RTA, a elite da PM
paulista. Desde janeiro de 2023, ocupava
o cargo de secretário de segurança
pública de São Paulo no governo de
Tarcísio de Freitas. Deit anunciou que
se afastaria temporariamente do cargo
para reassumir seu mandato de deputado
federal. a razão. Ele seria o relator de
um projeto de lei que equipara facções
criminosas a organizações terroristas. E
assim é feito. A exoneração sai no
Diário Oficial. Guilherme de Rite deixa
a Secretaria de Segurança de São Paulo e
volta para Brasília. Pré-candidato ao
Senado em 2026, aliado histórico de Jair
Bolsonaro. Ele tem uma missão clara, mas
o que aconteceu depois surpreendeu ainda
mais.
Hugo Mota, presidente da Câmara dos
Deputados, do Partido Republicanos,
assim como Tarcísio de Freitas, fez uma
escolha que irritou profundamente o
governo Lula. Mota. Ele designou
Guilherme de Rit como relator do PL 5582
de 2025. o projeto de lei antifacção que
o próprio presidente Lula havia enviado
à Câmara como resposta ao aumento do
crime organizado. E aqui a coisa fica
ainda mais interessante. Menos de 3
horas depois de ser escolhido o relator,
Derritt apresentou um substitutivo
completo, um texto inteiro, detalhado,
pronto para a votação. Como ele
conseguiu fazer isso tão rápido? Bom,
isso você tira suas próprias conclusões,
mas o conteúdo desse substitutivo está
causando a maior crise institucional
entre o governo federal e a Câmara dos
Deputados. Vamos entender o que Derrite
mudou no projeto. Primeiro, ele
incorporou as facções criminosas à lei
antiterrorismo.
O governo federal é terminantemente
contra isso. Gla Hoffman, ministra das
relações institucionais, explicou
porquê. Terrorismo tem objetivo político
e ideológico, e, pela legislação
internacional, dá guarida para que
outros países possam fazer intervenção
no Brasil. Imagine os Estados Unidos
alegando combate ao terrorismo para
invadir território brasileiro. Soberania
nacional em risco. Segundo, Derit
aumentou drasticamente as penas. A lei
antiterrorismo atual prevê pena mínima
de 12 anos e máxima de 30 anos. Ele
propôs elevar para 20 a 40 anos. A
justificativa: delitos que atentam
contra o Estado e a segurança coletiva.
Terceiro, obrigatoriedade de cumprimento
de pena em presídio de segurança máxima
para líderes de facções. Mas a mudança
mais polêmica está no artigo 11 do
substitutivo.
E é aqui que o governo federal diz que
tudo desmorona. Derrit inclui um
dispositivo que condiciona a atuação da
Polícia Federal nos Estados a uma
provocação prévia do governador. Vamos
deixar isso bem claro. Pela proposta de
Derit, a PF só poderia investigar crime
organizado em um estado se o governador
daquele estado pedisse formalmente ou
autorizasse. Rodrigo Azevedo, professor
de Direito da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul e associado do Fórum
Brasileiro de Segurança Pública, foi
direto. É um retrocesso. Essa mudança
cria um entrave, porque a atuação da
Polícia Federal vai depender de uma
provocação do governador de forma
absolutamente genérica. Desta forma, a
PF ficaria subordinada ao governador sem
qualquer autonomia de investigação. Não
há segurança jurídica nenhuma. Lindberg
Farias, líder do PT na Câmara, explodiu.
Em vez de fortalecer o combate ao crime
organizado, o relator faz o oposto, tira
poder da PF, protege redes de lavagem e
impede a cooperação direta entre
polícias. Para Lindberg, isso fere o
artigo 144 da Constituição, que diz
claramente que a PF deve apurar
infrações com repercussão interestadual
ou internacional que exijam repressão
uniforme. E ele deu um exemplo concreto.
A operação carbono oculto, aquela mega
operação que descobriu os 140 bilhões do
PCC, foi deflagrada pela PF sem pedir
autorização do governador de São Paulo.
Se as regras de Derrite já existissem,
essa operação teria acontecido. O
governador Tarcísio de Freitas, de cujo
governo Derrite era secretário de
segurança, teria pedido uma investigação
que expôs a infiltração do crime
organizado justamente em São Paulo, no
território sob sua gestão. Lincoln
Gaquia entrou na história. Ele é
promotor do Ministério Público de São
Paulo. é uma das maiores autoridades em
crime organizado do país e, por este
motivo, está jurado de morte pelo PC.
Vive sob proteção policial. Gakia
analisou durante dois dias o
substitutivo de Derrite e fez um alerta
gravíssimo. O projeto pode excluir a
Polícia Federal e o Ministério Público
do Combate ao crime organizado. Ele
pediu que a votação seja adiada para que
possíveis falhas sejam discutidas e
corrigidas. Gaquia explicou o problema
técnico. Derrit optou por fazer
modificação na lei antiterrorismo, não
na lei de organizações criminosas.
Terrorismo é crime federal. Ao equiparar
facções ao terrorismo, milhares de
processos teriam que mudar de
competência, saindo da justiça estadual
para a federal. A Polícia Federal não
tem estrutura para assumir todos esses
casos. Haveria uma bagunça judicial
gigantesca, abrindo espaço para
contestações e impunidade. Para evitar
isso, Derritou que a competência dos
estados seria mantida, deixando
investigações a cargo das polícias civis
estaduais. Mas ao fazer isso, ele pode
ter criado um problema maior. Operações
como Zargum, que flagrou o deputado TH
Joias no rio Fim da Linha sobre
transporte público em São Paulo. Salos é
Dignitas. da Cracolândia e a própria
carbono oculto poderiam não acontecer
mais. Todas foram conduzidas pela
Polícia Federal sem precisar de
autorização de governadores, com
resultados muito efetivos, sem precisar
disparar um único tiro. Outras mudanças
também preocupam. Derrit eliminou o
Banco Nacional de Dados integrado que o
governo propunha. Sua justificativa.
Cada estado já possui seus próprios
bancos de dados e a integração pode
ocorrer por outros meios. Dá para
acreditar? Técnicos da Secretaria
Nacional de Segurança Pública alertam:
"Isso enfraquece o rastreamento de redes
criminosas que atuam em várias regiões."
O PCC, uma das maiores facções
criminosas, opera simultaneamente em
todos os estados e até em outros países.
Como combater sem integração nacional de
informações? O projeto enviado pelo
governo Lula previa intervenção judicial
em empresas ligadas a facções com
comunicação obrigatória ao Banco Central
e à Comissão de Valores Mobiliários.
Derrit manteve o bloqueio de bens, mas
retirou o controle federal e extinguiu a
figura do interventor judicial,
delegando a medida a autoridades locais.
Menos supervisão federal, menos
rastreabilidade financeira.
justamente o contrário do que a operação
carbono oculto mostrou ser necessário
para desmontar a estrutura do PCC no
sistema financeiro. A reação do governo
foi imediata e furiosa. Gla Hoffman
classificou o relatório de Derrittem.
Ela disse textualmente: "Quando você
muda a competência policial, você muda a
competência judicial. Isso é um salvo
conduto para organizações criminosas.
vai blindar o crime organizado no país.
Lindberg Farias chamou de PEC da
bandidagem 2.0,
comparando com aquela proposta que
tentou proteger parlamentares e foi
derrubada após pressão popular. A
escolha de Hugo Mota por Derrit para
relatar um projeto enviado pelo
presidente Lula foi interpretada pelo
governo como uma provocação política.
Mota é do mesmo partido de Tarcísio de
Freitas, governador de São Paulo e
potencial candidato à presidência em
2026 contra Lula.
Deite é secretário de segurança de
Tarcísio, é pré-candidato ao Senado pela
base de apoio do governador e é aliado
histórico de Bolsonaro. Lindberg Farias
resumiu a sensação do governo. Tirar um
projeto que é de autoria do executivo
para colocar o Derrit, que é secretário
do Tarcísio de Freitas, que pode ser
candidato contra o presidente Lula, é
muito desrespeitoso. É quase um furto da
autoria do executivo. é tentar tirar o
protagonismo do governo. Hugo Mota
tentou acalmar os ânimos. Ele disse que
quando o tema é segurança, não há
direita nem esquerda. a apenas o dever
de proteger. Fez uma reunião com
Alexandre de Morais, vice-presidente do
Supremo Tribunal Federal, e com Paulo
Gonetê, procurador geral da República,
para discutir o impasse. Com isso, a
votação na Câmara foi adiada, mas o
governo foi categórico. Não há e não
haverá acordo que suprima as
competências, atribuições e autonomia da
Polícia Federal. Glaz foi clara.
Encaramos com preocupação qualquer
manobra para modificar o papel da PF no
combate ao crime organizado. Agora vamos
juntar as peças desse quebra-cabeça. 28
de agosto. A maior operação da história
da Polícia Federal expõe 140 bilhões do
PCC movimentados em oito estados com
epicentro em São Paulo. Infiltração em
2.500 postos, 40 fundos de investimento.
Pintex na Faria Lima lavando dinheiro.
Final de outubro, o governo Lula entrega
o projeto de lei antifacção para
fortalecer e integrar o combate às
facções criminosas em todo o Brasil. Em
seguida, Derrite, que era secretário de
segurança de São Paulo, anuncia que
deixará o cargo. Início de novembro. Ele
é oficialmente exonerado e volta para a
Câmara. 7 de novembro vira relator do
projeto antifacção. Menos de 3 horas
depois apresenta substitutivo completo
que limita poder da PF e exige
autorização de governadores para
investigações.
Você diria que tudo isso é coincidência?
Nos parece que não. Se você concorda,
deixe nos comentários escrito apenas não
é. O Instituto Brasileiro de Ciências
Criminais alertou para outro problema.
A proposta centraliza investigações
sobre facções na Justiça Federal, mas
mantém organizações criminosas comuns
com os Estados. Como funciona quando os
crimes são conexos? Quando uma facção
atua junto com outra organização
criminosa? Cria-se uma confusão
jurisdicional que pode paralisar
investigações. A proposta estava
prevista para votação ainda na segunda
semana de novembro. O governo federal
avisou: "Se o texto de Derrit aprovado
como está, votaremos contra, mesmo sendo
um projeto que originalmente foi do
próprio governo." A situação chegou a
esse ponto e você que está assistindo a
tudo isso, precisa fazer algumas
perguntas. Por que um ex-secretário de
segurança de um estado, onde o PCC
acabou de ser exposto movimentando
quantias bilionárias, propõe mudanças
que dificultam investigações federais?
Por que exigir que governadores
autorizem operações da PF se o crime
organizado não respeita fronteiras
estaduais? Se essas regras já
existissem, a operação carbono oculto
teria acontecido? Os 140 bilhões teriam
sido descobertos? Quando você abastecer
no próximo posto de gasolina, lembre-se,
30% dos postos de São Paulo estavam
infiltrados pelo PC, dinheiro da
população alimentando esse esquema. E
agora, enquanto deveríamos estar
fortalecendo o combate ao crime
organizado, estamos vendo uma disputa
política sobre quem tem poder para
investigar. A Polícia Federal, que
desvendou o maior esquema da história,
pode ter suas mãos amarradas.
Governadores ganhariam poder de veto
sobre operações federais. É suspeito. A
quem interessa enfraquecer a Polícia
Federal? Cada um tira suas conclusões.
Mas uma coisa é certa, quando o crime
organizado movimenta R$ 140 bilhões de
reais, infiltra o sistema financeiro,
coopta empresas, usinas e postos de
combustível, a última coisa que
precisamos é de qualquer mudança que
dificulte investigações. A última coisa
que precisamos é de briga institucional
enquanto o PCC continua operando.
Derrite diz que quer endurecer a lei. O
governo diz que ele está blindando
criminosos. A Polícia Federal alerta que
as mudanças inviabilizam o trabalho e
irá criar um caos jurídico. Promotores
jurados de morte pelo PCC pedem que a
votação seja adiada e, enquanto isso, os
oito foragidos da operação carbono
oculto continuam soltos em algum lugar
do mundo, na lista vermelha da Interpol.
A pergunta que não quer calar. Quando
descobrimos o maior esquema do crime
organizado infiltrado, justamente no
estado, onde alguém era responsável pela
segurança, que essa pessoa propõe
mudanças que limitam investigações
futuras. Estamos realmente fortalecendo
o combate ao crime ou criando brechas
para proteger quem precisa ser
investigado? Deixe sua opinião nos
comentários. Você acha que essas
mudanças fortalecem ou enfraquecem o
combate ao PCC? Se você acredita que
precisamos de mais transparência e
investigações fortes contra o crime
organizado, deixe seu like, se inscreva
no canal e ative o sininho para não
perder os próximos vídeos, porque essa
história ainda vai render muito. E o
Brasil precisa de gente atenta,
questionando, exigindo respostas. Até o
próximo vídeo.
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