sexta-feira, 19 de setembro de 2025

A VERDADE OCULTA: O QUE NINGUÉM TE CONTOU SOBRE A MAÇONARIA NAS IGREJAS ...


Transcrição


Pessoal, o que vou relatar aqui não é fruto da minha imaginação, tampouco um boato sem fundamento. Trata-se de algo
que vivi e presenciei de perto, uma experiência que mudou para sempre a
forma como enxergo a fé, a manipulação e a obscura rede de interesses que se
esconde atrás de certas figuras religiosas. Eu sei que muitos podem duvidar e até mesmo rir do que vou
contar, mas quem esteve envolvido sabe que não há exagero algum. No fundo, a
verdade é sempre mais perturbadora do que a ficção. Na época, eu frequentava
uma igreja relativamente nova no bairro do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de
Janeiro. O templo ficava numa rua tranquila, próxima à praia, e tinha á de
modernidade, como se fosse um espaço desenhado para impressionar mais pela
estética do que pelo conteúdo espiritual. Havia teles enormes,
iluminação calculada e um carisma quase teatral por parte do pastor que liderava
os cultos. Desde o início, percebi que havia algo diferente nele, mas confesso
que não dei a devida importância. O nome dele eu prefiro não mencionar, porque
sei que muitos ainda o seguem cegamente, mas basta dizer que era um homem carismático, eloquente e com uma
capacidade impressionante de envolver a plateia. Sua voz tinha um magnetismo
quase hipnótico e ele sempre falava com segurança absoluta, como se cada palavra
fosse revestida de uma autoridade inquestionável. Para quem assistia de fora, era fácil
acreditar que se tratava de alguém iluminado, escolhido por Deus. Mas havia
momentos em que o brilho dos seus olhos parecia esconder algo mais sombrio. Com
o passar do tempo, eu fui percebendo algumas sutilezas nos sermões,
referências que não se encaixavam exatamente dentro daquilo que se espera
de uma mensagem cristã. palavras cifradas, alusões a símbolos estranhos,
menções indiretas a uma ordem superior que guiava suas decisões. No início,
achei que fosse apenas metáfora, uma forma rebuscada de se expressar, mas
quanto mais eu prestava atenção, mais nítido ficava o padrão. Foi numa noite
específica que o primeiro sinal realmente me atingiu. O culto estava cheio, a música alta, e o pastor falava
sobre prosperidade, sobre como a fé podia abrir portas financeiras.
Até aí, nada fora do comum para aquele tipo de igreja. Mas então ele ergueu a
mão direita e por alguns segundos fez um gesto que me causou um desconforto
profundo. Não era um gesto de oração, nem de bênção. Era um símbolo que eu já
tinha visto em livros sobre sociedades secretas ligado diretamente à maçonaria.
O mais estranho foi a reação imediata de alguns líderes próximos a ele, como se
reconhecessem aquele gesto e respondessem de forma quase automática. num olhar cúmplice que passaria
despercebido por quem não estivesse atento. Naquele instante, senti um frio
percorrer minha espinha. Eu estava diante de algo que ultrapassava os limites da fé comum. A partir desse
momento, comecei a observar tudo com outros olhos. O discurso inflamado, a
retórica sedutora, a forma como ele conduziam as pessoas ao dízimo e as
ofertas especiais. Tudo parecia parte de uma engrenagem maior, algo
cuidadosamente estruturado. Não era apenas religião, era manipulação em sua
forma mais refinada. O que eu não imaginava é que ao decidir investigar
mais de perto, eu acabaria descobrindo ligações que iam muito além de boatos,
ligações com grupos de poder, reuniões secretas e um envolvimento tão profundo
com a maçonaria que faria qualquer fiel de coração sincero, tremer de
indignação. Mas antes de chegar a isso, preciso explicar melhor quem eu era
naquele momento da minha vida, o que me levou até aquela igreja e como, sem
perceber, eu estava prestes a mergulhar em um labirinto de engano e trevas.
Naquele período da minha vida, eu buscava um refúgio. O Rio de Janeiro é uma cidade intensa e o Recreio dos
Bandeirantes, apesar de ser um bairro aparentemente tranquilo e de alto padrão, não está imune às turbulências
que rondam todos os cantos da metrópole. Eu havia me mudado para lá poucos anos
antes, tentando encontrar paz após uma sequência de decepções pessoais e
profissionais. o mar, as praias, a ideia de estar cercado por natureza. Tudo isso
parecia prometer um recomeço. Foi nesse contexto de fragilidade emocional que
conhecia a igreja do pastor. Para muitos era apenas mais um templo evangélico
entre tantos, mas para mim naquele momento soava como um porto seguro. As
pessoas eram receptivas, os cânticos tinham uma energia contagiante e eu
sentia que havia encontrado um espaço para reorganizar minha mente. Eu não era
ingênuo a ponto de acreditar cegamente em tudo, mas confesso que estava
vulnerável, aberto a acreditar que talvez ali eu pudesse reencontrar minha
fé. E a rotina era simples. Aos domingos, os cultos principais, sempre
lotados, com filas que se estendiam até a calçada. Durante a semana, encontros
menores, reuniões de oração, grupos de jovens e até cursos de prosperidade
espiritual e financeira. O ambiente parecia estar sempre em movimento, como
se a vida dos membros girasse em torno daquela igreja. Havia uma sensação de
pertencimento e muitos se orgulhavam de dizer que aquele pastor estava transformando o bairro, atraindo pessoas
de diferentes regiões da cidade. Mas havia também algo mais sutil que só quem
prestava atenção percebia. Os líderes mais próximos do pastor, homens e
mulheres de confiança, pareciam agir de maneira diferente dos demais fiéis. Era
como se vivessem em outra realidade, num círculo fechado, inacessível para a
maioria. Olhares trocados, conversas interrompidas quando alguém se aproximava, gestos simbólicos. Na época
eu não entendia, mas hoje enxergo que aquilo era parte de uma rede cuidadosamente montada. Do lado de fora,
porém, a vida seguia seu ritmo. O recreio, com suas ruas largas, com
domínios de luxo e a proximidade do mar, oferecia um contraste quase irônico.
Enquanto muitos buscavam sol, lazer e tranquilidade, havia pessoas que dentro
daquele templo entregavam sua confiança e até suas economias, acreditando que
estavam diante de um homem escolhido por Deus. Essa dualidade me marcou profundamente o
cenário paradisíaco do bairro e ao mesmo tempo, a sombra crescente que se
projetava sobre nós. Eu tinha alguns amigos que também frequentavam a igreja.
Uns eram atraídos pela eloquência do pastor, outros pela sensação de
comunidade. Havia gente simples, trabalhadores, que viam ali uma esperança de dias melhores. E havia
empresários, pessoas de posses, que enxergavam naquele ambiente uma
oportunidade de conexões espirituais que, de alguma forma também se
transformavam em conexões sociais e financeiras. Era um público
diversificado, mas unido pela mesma confiança cega naquela figura carismática. Com o passar dos meses,
minha relação com aquele espaço foi se tornando cada vez mais intensa. Eu ajudava em algumas atividades,
participava de reuniões extras e pouco a pouco me aproximei de alguns líderes.
Foi aí que as primeiras conversas desconfortáveis começaram a surgir. nada
explícito, nada que pudesse ser considerado prova de algo obscuro, mas
eram insinuações, frases enigmáticas, convites para encontros reservados que
não faziam parte da agenda pública da igreja. Na época, confesso que não via
maldade. Eu achava que eram apenas reuniões administrativas, discussões internas sobre o futuro da
congregação. Afinal, toda instituição tem sua parte invisível, aquilo que o público não vê.
O problema é que sem perceber, eu estava me aproximando de um núcleo que
funcionava à parte, um círculo fechado onde as verdadeiras decisões eram
tomadas. Foi nesse contexto de uma vida em reconstrução, vulnerável, cercado por
pessoas que pareciam acolhedoras, mas guardavam segredos que o inesperado
começou a se revelar. Pequenos sinais que no início, pareciam irrelevantes,
mas que logo se transformariam em indícios claros de que havia algo profundamente errado acontecendo naquele
lugar. Foi nesse ponto que as coisas começaram a se mostrar de forma mais clara, embora no início ainda sutis.
Lembro-me bem de uma noite em que cheguei ao templo mais cedo do que de costume. O espaço ainda estava quase
vazio, apenas alguns voluntários ajeitando cadeiras e testando o som. Eu
me sentei em um dos bancos mais ao fundo, aguardando o início, quando notei
uma movimentação incomum nos bastidores. O pastor não estava no púlpito, nem nos
corredores principais. Em vez disso, ele e alguns de seus líderes mais próximos
estavam reunidos numa pequena sala lateral com a porta entreaberta. Curioso, eu tentei não chamar atenção e
permaneci quieto, apenas observando. Foi então que percebi que não se tratava de
uma oração ou de uma reunião administrativa comum. Eles estavam em silêncio, em círculo, e no centro havia
uma pequena mesa com um objeto coberto por um pano escuro. De tempos em tempos,
um deles fazia um gesto com as mãos, algo que eu não conseguia entender, mas
que estava longe de ser uma simples postura de devoção. Quando percebi que alguém poderia notar minha presença,
recuei, mas aquela cena ficou gravada em minha mente. Não contei a ninguém
naquele momento porque não tinha certeza do que tinha visto e porque me parecia
absurdo pensar que pudesse haver algo de errado com pessoas tão respeitadas pela
comunidade. Ainda assim, a inquietação cresceu dentro de mim. Outra situação
estranha aconteceu alguns dias depois. Durante um culto, o pastor falava com
fervor sobre prosperidade, repetindo as palavras alinhamento e conexão superior.
Até aí nada que chamasse tanto a atenção. Mas quando ele ergueu novamente a mão direita, repetiu aquele gesto
peculiar que eu já havia notado antes. Não era uma cruz, não era uma bênção
tradicional, era algo diferente, carregado de um simbolismo que eu não
conseguia decifrar por completo, mas que claramente não fazia parte de uma liturgia comum. Dessa vez, o que me
assustou foi a reação de uma pequena parcela da plateia. Alguns fiéis,
posicionados mais próximos ao altar, responderam com um gesto semelhante.
Eram poucos, talvez 20 ou 30. mas o suficiente para me deixar arrepiado,
como se estivessem todos conectados por uma linguagem secreta que o restante da congregação desconhecia. Aos poucos, fui
notando mais sinais, convites para reuniões especiais feitas a determinados
membros, sempre em tom confidencial, sempre fora do horário convencional. Um
amigo próximo chegou a comentar em tom de brincadeira que a verdadeira força da igreja não estava nos cultos abertos,
mas no que acontecia nas sombras. Eu ri fingindo não dar importância, mas
por dentro o desconforto aumentava. Foi também nessa época que tive meu
primeiro contato com símbolos estranhos espalhados discretamente pelo templo.
Gravuras quase imperceptíveis no mobiliário, detalhes em vitrais, marcas
que para olhos desatentos passavam despercebidas. Mas eu já tinha visto representações
semelhantes em livros e artigos que mencionavam sociedades secretas.
Cada detalhe reforçava a suspeita de que havia algo oculto sendo venerado ali
paralelo ao cristianismo que se pregava nos microfones. A sensação que eu tinha
era de estar diante de um teatro cuidadosamente montado. Para a maioria,
um espetáculo de fé e esperança. Para poucos escolhidos, um código cifrado,
uma linguagem paralela, uma aliança silenciosa com algo muito maior e mais
obscuro. tentava racionalizar, dizia a mim mesmo que poderia ser coincidência
ou que minha mente estava exagerando por conta de inseguranças pessoais.
Mas a cada culto, a cada encontro, surgia um novo detalhe que não podia ser
ignorado. Um olhar demorado entre líderes, uma palavra sussurrada fora de
hora, um símbolo gravado onde não deveria estar. Foi nesse momento que
compreendi que eu estava entrando em território perigoso. Algo dentro de mim
dizia para recuar, para simplesmente me afastar e esquecer aquilo. Mas havia
também uma voz interior que insistia em continuar, em descobrir a verdade por
trás daqueles gestos, daqueles símbolos e daquela aura de mistério que cercava o
pastor. E foi justamente essa escolha a de continuar observando e buscando
respostas que me levou a testemunhar situações que mudariam completamente a
minha percepção do que estava acontecendo naquela igreja. Depois daqueles primeiros sinais, eu tentei me
convencer de que talvez estivesse exagerando. O ser humano, quando está
desconfortável, procura explicações lógicas para tudo. Pensei que os
símbolos que eu havia notado podiam ser apenas coincidências estéticas, que os
gestos poderiam ter algum significado interno da igreja, algo que eu não
compreendia. Mas logo os acontecimentos se intensificaram. a ponto de se tornarem
innegáveis. Lembro-me de um culto específico lotado, em que o pastor iniciou a pregação de uma forma
estranha. Ele pediu para que todos fechasem os olhos e começassem a repetir
em voz baixa uma frase que ele mesmo ditava. Era uma espécie de mantra, mas
não era uma oração comum. As palavras não faziam parte de nenhum trecho bíblico que eu conhecesse. E, no
entanto, a multidão obedecia, repetindo em uníssono, como se estivessem em
trans. Eu, de olhos abertos, observava a cena. Centenas de pessoas murmurando a
mesma frase enquanto o pastor caminhava pelo palco com um olhar quase triunfante. O ambiente parecia
carregado, denso, como se algo invisível estivesse pairando sobre todos nós.
Aquilo me deu um arrepio profundo. Não era fé, era hipnose coletiva. Alguns
dias depois, fui convidado para uma das tais reuniões especiais. No início,
hesitei, mas a curiosidade falou mais alto. Era numa casa próxima ao templo,
uma residência simples por fora, mas surpreendentemente luxuosa por dentro.
Havia poucas pessoas presentes, não mais que 20, todas escolhidas a dedo. Ali a
atmosfera era completamente diferente dos cultos. Não havia louvores, não
havia orações. O que existia era uma espécie de palestra conduzida pelo
próprio pastor, onde ele falava abertamente sobre a verdadeira ordem e
sobre forças que regem o mundo invisível. Naquela noite, pela primeira
vez, ele mencionou a maçonaria, não de forma explícita, mas em palavras
cuidadosamente calculadas. disse que fazia parte de uma linhagem de líderes
iluminados conectados por símbolos e juramentos que ultrapassavam a religião
comum. Segundo ele, aquilo era o que dava poder para transformar vidas e
abrir portas que jamais se abririam apenas com fé. O que me chocou foi ver a
reação dos presentes. Ninguém se mostrou surpreso, ao contrário, alguns acenaram
com a cabeça, como quem já sabia exatamente do que se tratava. Eu,
tentando disfarçar, apenas permanecia em silêncio, mas por dentro meu coração
disparava. Eu sabia que estava presenciando algo que ultrapassava todos
os limites. Após aquela reunião, passei a reparar que muitos dos que participavam dela tinham posições de
destaque na igreja. Eram os que mais se aproximavam do pastor, os que mais
tinham influência sobre os demais fiéis. Não era coincidência, era uma estrutura
hierárquica, cuidadosamente organizada, que unia a fachada religiosa a um núcleo
oculto de poder. O que começou a me assustar de verdade foi quando notei que
esse núcleo parecia manipular não apenas questões espirituais, mas também
financeiras. Havia ofertas reservadas, coletas discretas que não passavam pelas
mãos dos diáconos comuns. Era dinheiro que sumia sem explicação. E o pior,
fiéis simples, gente humilde, entregava o pouco que tinha, acreditando que
estava contribuindo para uma obra divina. A partir daí, não dava mais para fingir. Eu não estava diante de simples
coincidências ou exageros da minha mente. Estava diante de um esquema de
manipulação deliberada, sustentado por símbolos, gestos e alianças ocultas. Eu
comecei a sentir medo real, não apenas pelo que estava descobrindo, mas pela
sensação de estar sendo observado. Era como se os líderes percebessem minha
desconfiança, seus olhares demorados, seus sorrisos calculados.
Tudo indicava que eu estava cada vez mais próximo de ultrapassar uma linha invisível. E foi nesse ponto que
percebi, se eu continuasse, não haveria mais volta. A verdade estava diante de
mim e ignorá-la não seria mais possível. Mas ao mesmo tempo, enfrentá-la
significava me colocar contra uma força muito maior do que eu poderia imaginar.
Quando eu descobri aquilo, quase perdi o chão. Até então, tudo eram sinais,
indícios, gestos que eu interpretava como estranhos, mas que poderiam ser explicados de mil formas diferentes. Só
que naquela noite as máscaras caíram por completo. Tudo aconteceu durante uma
dessas reuniões reservadas, mas desta vez eu não fui convidado. Estranhamente,
um dos auxiliares que eu já conhecia deixou escapar o endereço errado de
propósito, ou talvez tenha sido um lapso. Movido pela curiosidade, decidi
ir até lá mesmo assim. Era um sobrado discreto, não muito longe do templo, sem
nenhuma identificação religiosa. Quando cheguei, percebi que a porta estava
apenas encostada. O som que vinha lá de dentro me gelou por inteiro. Não eram cânticos, não eram
orações, era um murmúrio baixo, cadenciado, como um cântico em outra
língua. Empurrei a porta com cuidado e entrei no corredor escuro. Do salão
principal vinha uma luz fraca, amarelada, e quando me aproximei, meu coração quase parou. O que vi não tinha
nada a ver com cristianismo. O pastor estava no centro usando uma túnica preta
com detalhes dourados. Ao redor dele, cerca de 20 homens e mulheres formavam
um círculo. Todos seguravam velas acesas e no chão havia símbolos desenhados com
pó branco que eu não soube identificar na hora, mas que lembravam fortemente
figuras maçônicas. No centro do círculo, sobre uma mesa, havia um livro antigo,
aberto, com páginas amareladas, ao lado de um objeto metálico que brilhava sob a
chama das velas. O mais perturbador foi ver como eles entoavam aquelas palavras
estranhas, como se estivessem em transe, entregues a algo que ia muito além de
uma simples reunião de oração. O pastor, de olhos fechados, repetia frases que
pareciam comandos. E os outros respondiam em couro, em perfeita sincronia. Meu corpo inteiro tremia. Eu
sabia que não deveria estar ali, que se alguém me visse, eu correria um perigo real, mas não conseguia desviar os
olhos. Foi nesse momento que percebi algo ainda mais grave. Entre os
presentes, havia pessoas que eu jamais imaginaria. empresários influentes da
região, políticos locais, gente com poder real na cidade. Não era apenas uma
reunião religiosa, era um pacto, uma aliança entre fé, poder e segredos
ancestrais. Eu não sei se foi o nervosismo ou o tempo que fiquei ali
parado, mas acabei esbarrando numa cadeira encostada no corredor. O som
ecoou mais alto do que eu gostaria. Imediatamente um dos homens se virou em
minha direção. O olhar dele encontrou o meu e naquele instante eu soube que
havia sido descoberto. Saí correndo sem pensar duas vezes, o coração disparado,
as pernas quase falhando, mas consegui chegar até a rua. Não olhei para trás.
Só lembro da sensação de que estava sendo seguido, de que alguém poderia surgir a qualquer momento para me calar.
A cada esquina eu achava que veria uma sombra atrás de mim. Quando finalmente
cheguei em casa, tranquei portas e janelas como se isso fosse capaz de me proteger. Passei a noite em claro com as
imagens daquela cena queimando na minha mente, o pastor, os símbolos, as
palavras em língua estranha e os olhares cúmplices daqueles que deveriam ser apenas líderes espirituais. Na manhã
seguinte, tentei me convencer de que tudo não passava de um sonho, de uma
alucinação provocada pelo cansaço, mas eu sabia que não. Cada detalhe estava
gravado em mim com uma clareza impossível de ser inventada. A partir daquele momento, minha relação com
aquela igreja se quebrou por completo. Não havia mais como acreditar em suas
mensagens, em suas promessas. Eu havia visto a verdade por trás da fachada. E
essa verdade era perturbadora demais para ser ignorada. O mais difícil foi
lidar com o medo. Eu sabia demais. E pior, eles sabiam que eu tinha visto. O
olhar daquele homem antes de eu fugir ainda me persegue. Era o olhar de quem não deixaria aquilo barato. A partir
daquele dia, tudo mudou. Eu não era mais apenas um fiel desconfiado, mas alguém
que tinha visto o que não deveria. E no fundo eu sabia. Eles também sabiam que
eu tinha presenciado. O medo começou a se infiltrar na minha rotina de um jeito sufocante. Nos
primeiros dias, achei que era paranoia, mas logo os sinais se tornaram claros
demais para serem ignorados. Certas pessoas que antes me tratavam com
simpatia passaram a me olhar de forma diferente, como se estivessem avaliando
meus movimentos. Durante os cultos, eu sentia olhares pesando sobre mim,
principalmente vindoos dos líderes mais próximos do pastor. Eram olhares
demorados, frios, que me faziam desviar os olhos imediatamente. Uma noite, ao
sair da igreja, percebi que havia um carro preto estacionado do outro lado da rua. Não dei muita atenção no primeiro
momento, mas quando dobrei a esquina, ele arrancou devagar, mantendo uma
distância discreta. O coração disparou. Eu apressei o passo e o carro acelerou
junto. Entrei numa rua lateral e depois de alguns minutos ele sumiu, mas a
sensação de estar sendo seguido não desapareceu. Em casa comecei a notar
coisas estranhas. Portas que eu tinha certeza de ter deixado trancadas estavam
apenas encostadas quando eu voltava. Objetos fora do lugar, como se alguém tivesse entrado e mexido nas minhas
coisas. Não havia sinais de arrombamento, mas eu tinha certeza de que não estava
imaginando. Alguém estava me vigiando, talvez entrando na minha casa quando eu
não estava. O auge dessa sensação aconteceu numa madrugada. Eu estava tentando dormir quando ouvi passos
vindos do corredor. Eram leves, quase calculados, mas suficientes para me
gelar por inteiro. Saltei da cama, acendi a luz e corri para o corredor.
Estava vazio, mas juro que ainda ouvia o eco dos passos. Passei o resto da noite
sentado no sofá com as luzes acesas, esperando que algo acontecesse. Nada
aconteceu, mas eu sabia que não estava sozinho naquela madrugada. Aos poucos,
percebi que estava cercado por um jogo silencioso de intimidação. Telefonemas
em que ninguém respondia do outro lado. Mensagens anônimas que chegavam ao meu
celular com frases como: "Cuidado com o que você viu". ou nem tudo deve ser
revelado. Eu não tinha provas de quem mandava, mas não havia dúvida. Vinham
deles. Minha saúde começou a se deteriorar. Eu já não dormia direito.
Vivia em estado de alerta, pulando a cada barulho, olhando por cima do ombro o tempo todo. Meus amigos notaram que eu
estava diferente, mais fechado, mas eu não podia contar a verdade. Quem
acreditaria em mim? Quem teria coragem de enfrentar algo assim? Foi nesse
período que recebi o convite mais perturbador de todos. Um dos líderes, fingindo normalidade, veio até mim após
um culto e disse com um sorriso forçado: "O pastor gostaria de conversar com você
em particular. Ele disse que precisa esclarecer algumas coisas. O tom dele não era de convite, era de ordem.
Naquele instante, meu corpo inteiro gritou para recusar. Mas eu sabia que se
me negasse levantaria ainda mais suspeitas. Então aceitei tentando disfarçar o
pânico que tomava conta de mim. Marcaram a reunião para a noite seguinte numa
sala pequena nos fundos do templo. Passei o dia atormentado, sem conseguir
pensar em mais nada. Eu sabia que não era apenas uma conversa. Eles queriam me
testar, avaliar até que ponto eu sabia, até onde minha lealdade estava
comprometida. E talvez decidi se eu poderia continuar ali ou se seria
afastado de vez, de uma maneira que eu preferia nem imaginar. Naquela noite,
quando entrei na sala, o pastor já me aguardava. O sorriso dele parecia
cordial, mas seus olhos, aqueles olhos brilhavam com algo que não era humano.
Sentei-me diante dele, tentando manter a calma. Ele começou a falar com uma voz
calma, quase suave, mas cada palavra parecia carregada de um peso invisível.
E foi nesse momento que eu percebi, eu não estava apenas diante de um líder
religioso, eu estava diante de alguém que tinha se tornado instrumento de forças que iam muito além daquilo que eu
podia compreender. O que aconteceu naquela noite pessoal é algo que até
hoje me faz estremecer só de lembrar. Eu entrei naquela sala imaginando que teria
uma conversa tensa, talvez ameaças veladas, mas nada poderia me preparar
para o que de fato presenciei. O pastor me recebeu sentado atrás de uma
mesa de madeira escura. A sala estava mal iluminada, apenas uma lâmpada
amarelada no canto. Quando fechei a porta, ele me observou em silêncio por
alguns segundos, como se estivesse lendo cada pensamento meu. Aquele olhar era
quase insuportável. Ele começou falando com calma, como se quisesse me
tranquilizar. Disse que tinha ouvido comentários de que eu estava inquieto,
desconfiado, e que isso era natural. Afinal, nem todos estavam prontos para
entender os segredos da verdadeira obra. Suas palavras tinham um tom ensaiado,
como se ele já tivesse passado por aquela situação antes, com outros que talvez também tivessem visto demais. Eu
permaneci em silêncio, tentando demonstrar o pavor que me consumia, mas
de repente ele fez algo que me gelou por completo. Ele se levantou, caminhou até
uma estante, puxou um livro pesado encapado em couro escuro e o colocou
sobre a mesa. Era o mesmo que eu tinha visto naquela reunião secreta, o mesmo
que estava no centro do círculo de velas. Com uma calma perturbadora, ele
abriu o livro e começou a ler trechos em uma língua que eu não reconhecia.
As palavras ecoavam na sala como se tivessem vida própria, como se cada sílaba carregasse um peso invisível que
pressionava o ar. A atmosfera ficou sufocante. Eu sentia meu corpo reagindo,
o coração disparado, a respiração curta, como se uma presença invisível tivesse
preenchido aquele espaço. Foi então que percebi um detalhe que me fez quase
perder o controle. Atrás dele, nas paredes da sala, havia símbolos gravados
discretamente em tales que não estavam ali por acaso. Eram os mesmos sinais que
eu tinha visto no templo, mas agora dispostos de forma clara, como parte de
um ritual. Aquele espaço não era apenas um escritório, era um recinto de
consagração. O pastor fechou o livro e me encarou com um sorriso estranho,
carregado de um orgulho do Agora você entende, ele disse num tom quase
paternal. O que fazemos aqui não é para todos, mas você foi escolhido para ver e
precisa decidir. Ou se une a nós ou se afasta para sempre. Naquele instante,
senti como se o chão tivesse desaparecido sob meus pés. Não era apenas uma ameaça, era uma sentença. Se
eu aceitasse, estaria me entregando a algo que feria tudo o que eu acreditava.
Se recusasse, sabia que colocaria minha vida em risco. Eu hesitei. Minha mente
gritava para sair correndo, mas minhas pernas estavam paralisadas.
Foi quando ouvi um barulho vindo do corredor. A porta se abriu lentamente e
dois homens entraram. Eram líderes da igreja, aqueles que sempre estavam ao
lado do pastor. Ficaram atrás de mim em silêncio, como guardas. A mensagem era
clara. Eu não poderia simplesmente se levantar e ir embora. O ar na sala
parecia mais denso a cada segundo. O pastor se aproximou e colocou a mão
sobre meu ombro. O toque dele era pesado, quase gelado, como se sugasse
minha energia. "Você viu o que não devia", disse ele em voz baixa. E agora
precisa escolher. Foi nesse momento que algo dentro de mim reagiu. Uma mistura
de desespero e instinto de sobrevivência me fez levantar bruscamente, afastando a
mão dele. Os homens atrás deram um passo à frente, mas eu, tomado pelo pânico,
gritei que não tinha visto nada, que não entendia nada, que só queria ir embora.
Houve um silêncio pesado. O pastor me encarou por longos segundos, como se
estivesse medindo minha alma. Então, finalmente, ele fez um gesto com a mão e
os dois homens recuaram. Com um sorriso enigmático, ele apenas disse: "Você terá
seu tempo, mas lembre-se, nós sempre observaremos". Saí daquela sala em
estado de choque, sem olhar para trás. O corredor parecia interminável, e cada
passo era acompanhado pela sensação de que algo invisível me perseguia. Quando
finalmente alcancei a rua, respirei fundo, mas sabia que aquilo não era o
fim. Era apenas o começo de uma perseguição muito mais perigosa. Até
hoje eu não sei explicar direito como consegui sair daquela situação sem ser
engolido por completo. Depois daquela reunião sufocante, eu sabia que estava
marcado. O pastor havia deixado claro: "Eu tinha visto o que não devia e de uma
forma ou de outra aquilo teria consequências. Passei semanas vivendo em
alerta. Cada barulho na rua parecia um aviso. Cada ligação sem voz do outro
lado do telefone soava como um lembrete de que eles estavam me vigiando. Foi
nesse período que presenciei a cena mais perturbadora de todas, a que selou minha
convicção de que nada naquela igreja tinha origem em Deus. Eu estava voltando
tarde para casa e ao passar próximo de um hotel de luxo no recreio, vi uma
movimentação incomum. Carros oficiais, seguranças discretos,
homens engravatados entrando e saindo. A curiosidade misturada ao medo que já me
acompanhava me fez parar por alguns minutos. Foi então que o vi. O pastor, o
mesmo homem que diante da multidão se apresentava como servo de Deus, estava ali em conversa reservada com uma
autoridade política brasileira que eu reconheci de imediato. Um homem de
destaque envolvido em decisões que afetavam o país inteiro. Eles estavam à
porta do hotel, afastados dos demais, como quem trata de assuntos que não devem ser ouvidos. Me escondi atrás de
um carro estacionado, tentando captar cada palavra. O que escutei não parecia
vir de um homem de Deus. Não havia menção à fé, a bondade, a
espiritualidade. Eram frases carregadas de desprezo pelo povo, pela própria nação. Ele falava
sobre o Brasil como se fosse um tabuleiro, onde vidas humanas não passavam de peças descartáveis. O pastor
usava termos técnicos, falava de estruturas de poder, alianças ocultas e
forças acima das instituições. Mas o que mais me gelou a espinha foi
ouvir nitidamente quando ele disse: "Este país precisa de mãos firmes, não
de santos ingênuos. A fé é apenas uma ferramenta. O povo precisa acreditar
para que nós possamos governar." A autoridade, ao lado dele, com um sorriso cínico, apenas concordava, acrescentando
observações sobre como o brasileiro é fácil de conduzir quando se mistura
religião com promessa de prosperidade. O diálogo entre os dois era de
clicidade, como se estivessem afinando um pacto. E naquele momento entendi que
não se tratava apenas de uma igreja, nem apenas de uma seita. era algo maior,
enraizado nas entranhas do poder político e social do país. Fiquei ali
imóvel, ouvindo até que eles entraram no hotel e desapareceram pela porta
principal. Minhas pernas tremiam tanto que quase não consegui caminhar de volta para
casa. Era como se eu tivesse espiado um pedaço da engrenagem oculta que move o
Brasil. E aquilo era grande demais para mim. Depois dessa noite, minha decisão
foi imediata. Eu precisava me afastar de vez. Não havia mais espaço para dúvidas
ou para qualquer tentativa de racionalização. Eu tinha visto o pastor não apenas como
líder religioso, mas como peça de um jogo de poder sombrio, alinhado com
pessoas que controlavam muito mais do que cultos e dízimos. Desde então, nunca
mais voltei à aquela igreja. Mudei de bairro. Evitei contatos e até hoje
carrego o medo de ser reconhecido por alguém ligado àquele círculo. Mas ao mesmo tempo sinto que carrego uma
responsabilidade, a de contar o que vivi. Porque se eu, um
simples frequentador, pude ver e ouvir tudo aquilo, imaginem o que mais está escondido nas sombras, longe dos olhos
de quem ainda acredita cegamente. O que aconteceu comigo não é apenas uma
história de fé corrompida. É uma lembrança viva de que há forças que usam
a religião como fachada, manipulando multidões enquanto tramam alianças que
jamais poderiam ser chamadas de divinas. E vocês que estão ouvindo agora, eu
pergunto: se estivessem no meu lugar, teriam coragem de continuar investigando? Ou teriam feito como eu,
fugido para salvar a própria vida? Yeah.

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