Bom dia, meus amados. Hoje é quarta-feira, dia 5 de fevereiro de 2025.
Trazemos aqui um tema, como transmutar mágoa,
ressentimento e rancor, que é ainda identificado em cada um de nós.
Esta pergunta também foi feita alguns dias atrás pela Michele Orián.
Quando nós vamos escrever um texto ou fazer um áudio, preparar aqui um vídeo,
sempre precisamos receber aqui a permissão das
consciências mais elevadas para abordar certos temas. Por isso, nem sempre as perguntas são respondidas,
porque por mais que queiramos, temos sim hierarquias espirituais a seguir.
E quando nos é permitido, trazemos então as orientações. Lembrando também que aqui nós não omitimos opinião, ao
contrário do que alguém às vezes entende, porque o tema não é favorável ao que defende.
Existem muitas opiniões, muitos conceitos, e nós não estamos aqui para agradar
pessoas nos seus conceitos individuais. Nós estamos aqui fazendo um trabalho de orientação.
Praticamente 15 anos estamos aqui trazendo orientações para que as
pessoas possam ter respostas, esclarecimentos.
E essas orientações têm que vir de consciências mais elevadas, porque nós humanos somos muito limitados.
Como a pergunta de hoje, por exemplo, como transmutar mágoa, ressentimento e
rancor que ainda identifico em mim?
Se nós não compreender quem nós somos, o que estamos fazendo aqui, não compreender a vida, não há
como resolver certas situações que ainda precisam ser resolvidas
dentro da evolução da nossa alma, da nossa consciência.
Muitas vezes já ouvimos alguém relatar que...
Não se dá bem com algum familiar por causa de um motivo, um motivo que aconteceu.
O mais comum e rápido palpite que podemos dar é tem que perdoar ou tem que compreender.
Mas isso é uma resposta que um humano dá para outro humano. Quando a resposta vem de consciências mais elevadas,
Elas não só dizem isso, aliás, nem dizem que tem que perdoar, precisa compreender. Elas apenas trazem orientações como fazer o processo.
Não há fórmulas escritas e nem desenhadas,
porque o que serve para uma consciência pode não ser compreender por outra consciência.
Então, as maneiras como nós recebemos as orientações, elas são generalizadas, mas elas servem de uma
forma ou de outra para todos aqueles que querem entender, não aqueles que querem rebater,
porque tem muitas pessoas que não querem mudar. Aí elas se sentem desconfortáveis quando alguém traz...
uma informação que serve para elas, mas elas se sentem invadidas, se sentem agredidas,
porque precisa fazer uma mudança e elas não querem. Então é melhor ficar na ignorância, e aquele que
acendeu a luz para elas é o vilão. Isso acontece.
Nós que trabalhamos nas orientações sabemos disso, por isso não vamos aqui
nos preocupar com essas situações, porque... em cada mil pessoas que assistem um vídeo desses, você tem
lá duas ou três pessoas entre as mil que não agradam,
não se sentem tocados pela informação, mas nós temos que entender que se tem três em mil
que não gostam, tem 997 que apreciam e aprendem
e levam como informação e aprendizado. Então nós temos que trabalhar para essas 997 pessoas
e não para as três, porque nós estaríamos então reduzindo demais e não fazendo um serviço.
Porque quando nós não orientamos, queremos agradar, nós estamos atrasando a outra
pessoa de dar o passo adiante. Nós precisamos compreender que estamos
no final de um ciclo. E esse final de ciclo foi anunciado há dois mil anos.
E o final de um tempo chegará, e uma nova Terra surgirá. Os mansos e puros de coração herdarão a nova Terra.
Uma Terra sem dor, sem sofrimento, todos deveriam saber
desta mensagem, porque ela foi trazida pelo nosso governador
da galáxia, que veio aqui, se materializou, para dar algumas orientações, mesmo que as consciências
não souberam aproveitar de uma forma que deveriam.
Porque informações desse tipo que vieram do próprio Cristo Jesus, elas deveriam ficar estampadas
em cada um de nós. Então, aqui eu vou me ater
àquela pergunta feita pela Michelle. Como transmutar mágoa, ressentimento e rancor
que ainda identifico dentro de mim? Vamos começar com a mágoa, que nada
mais é do que o ressentimento. Depois vamos falar do rancor, que é
uma outra versão de consciência, outro ponto.
Mágoa e ressentimento é um sintoma de não aceitação, de não compreensão.
Porque nós não podemos sentir mágoa daquilo que nós compreender, por mais
que nos fere profundamente os nossos sentimentos.
A mágoa e o ressentimento, eles sempre trazem
dentro da nossa consciência uma brecha, como...
Uma tabuleta escrita. O que ainda você não compreender?
Se o outro que nos magoa, ao nosso ver, porque muitas vezes o outro nem pensou em magoar,
não está interessado em magoar, ele apenas está agindo dentro da sua normalidade, com a intenção boa.
Com seus melhores pensamentos, mas aqui dentro
do coração bateu uma mágoa, um ressentimento. Por quê?
Porque ele ativou uma frequência que ainda está latente dentro de mim.
Quando dizemos que...
O outro é o nosso espelho. Aqui podemos dar exatamente o exemplo citado.
Porque o outro vibra em uma frequência
que vai acionar aquela frequência que está escondida nas dobras dos véus do esquecimento.
Onde estão ainda as memórias, os registros de alma, os registros akáshicos que nos fizeram sofrer
em algum momento das vidas passadas, mas que não foi aceito, não foi compreender.
Porque normalmente, quando nós ficamos feridos através
da mágoa, do ressentimento, por uma atitude de alguém nesta vida, na verdade...
O problema não está nessa vida. O problema está lá atrás, mas a oportunidade
de corrigir o passado é o presente.
Por isso que nós sempre dizemos aqui, nós não podemos voltar a uma vida passada, nem nesta vida voltar lá
na infância, nem na adolescência, nem no ontem.
Mas nós podemos compreender o hoje. E ao compreender, nós corrigimos aquela falha.
Transformamos aquele registro que era negativo em positivo. Por quê? Porque trazemos para a consciência,
e a consciência é luz. Então nós trazemos aquela sombra que é a parte negativa do nosso eu, uma
memória negativa de dor, de sofrimento. Então é uma sombra que ainda está nos nossos porões.
Trazemos para a consciência, trazemos para a luz. Ao iluminar, nós modificamos aquela frequência.
E aquela frequência deixa de vibrar no negativo. Então quando nós corrigimos isso, a outra pessoa...
Não precisa nem ficar sabendo, ela vai agir como sempre agiu, da mesma forma, não se importando se
ajudou ou não ajudou, se é ferido ou não ferido, porque ela não fez com a intenção, obviamente.
Mas nós vamos compreender aquela pessoa e vamos ver que ela não está nos machucando.
Não há razão para mágoa e nem um outro tipo de sentimento negativo.
Principalmente o ressentimento.
A mágoa e o ressentimento são sentimentos juntos, os dois formam um terceiro sentimento.
O de vítima.
Quando esse terceiro sentimento vem agregado é porque...
De fato, nós não aceitamos. Não aceitamos passar pela dor, pelo
sofrimento, em alguma vida passada. Pensamos que naquela vida fomos prejudicados, e
na verdade nós nunca somos prejudicados. Nós somos cutucados, vamos dizer assim,
na ferida que precisa sarar. Se nós não sentimos, nós não sabemos que ali
tem um processo de cura a ser feito.
É preciso sentir aquele desconforto, aquela dor, para nos dizer que ali tem algo que se
deve dar atenção, se deve buscar a cura.
Muitas vezes o ressentimento e a mágoa elas estão
ligadas também a um processo de reajuste kármico.
Se numa vida passada eu machuquei pessoas, magoei
pessoas, causei dor e sofrimento a elas, eu
posso ter então agora solicitado nesta... encarnação atual, antes de vir para o plano da matéria.
No plano de alma eu estipulei que eu queria, nesta vida atual, quitar aquela pendência, porque esta é a última
encarnação nas provas e expiações no planeta Terra.
Então eu posso ter colocado dentro do meu plano, olha, eu vou passar uma vida e qualquer olhada atravessada, qualquer palavra...
dita de uma forma mais brusca, mesmo algumas palavras ditas amorosamente, mas eu vou ver sempre como uma agressão,
como uma ofensa, como um interesse em me ferir.
Eu vou sentir a mágoa e o ressentimento resultante
da dor que eu causei a outras pessoas. Ali, então, seria a lei do retorno, a
quitação de um débito, de uma pendência.
Mas independente de qualquer que seja a razão,
nós precisamos compreender que ninguém é vítima.
A lei do retorno é infalível porque é uma lei natural,
é uma lei divina, que nos possibilita corrigir
qualquer coisa do passado sempre no momento presente, porque nós não temos...
como reviver aquele dia, aquela hora, aquele tempo, aquele ano, aquela encarnação.
Não tem como voltar atrás. Nós podemos sim corrigir o passado no momento presente.
Assim como mudamos o futuro quando entendemos quando mudamos o presente.
Quando nos alinhamos com as frequências mais elevadas no presente, nós vamos traçar uma linha de tempo
mais mais favorável, mais tranquila, mais amorosa, mais feliz.
Porque sim, por que não ser feliz também no mundo de provas e expiações?
Ou será que as crianças, os adolescentes, os jovens que vão estudar não podem
ser felizes naquela escola que estão frequentando, apesar da dificuldade, da dureza das matérias?
Quem que diz que tem que sofrer para merecer a ascensão?
O sofrimento é uma consequência do relapso. E cada um vive dentro da sua sequência de
oportunidades e não faz nada. Então a doença precisa, a dor vem, o sofrimento
vem, para que a alma possa ter oportunidades, senão ela vai passar em branco uma encarnação inteira.
Lembrando sempre que estamos na última, e essa última é definitiva. Por isso, tanta coisa acontece rapidamente
nesta atual encarnação, nos tempos atuais.
Quando a questão é a raiva, o rancor,
rancor e raiva, é a mesma coisa. Acontece que a raiva é uma energia
negativa, mas ela também é uma catapulta que proporciona o salto para a frente.
A raiva, na medida certa, nos faz fortes
para enfrentar situações, para criar coisas que uma
situação de normalidade, de calmaria, não seria suficiente
para que nós pudéssemos fazer a experiência.
Porque se falta alguma lição a ser aprendida, se falta alguma missão a ser cumprida,
se falta algo a ser compreendido. A raiva pode nos impulsionar.
A questão é controlar este impulso.
Jamais usar a raiva para atacar, para agredir, para prejudicar quem quer que seja,
inclusive a nós mesmos. E quando eu faço qualquer coisa agindo pelo impulso da raiva, descontrolado eu estou
prejudicando alguém e a mim mesmo. A lei do retorno depois vem.
Mas muitas vezes a raiva, além de ter
trazido uma oportunidade para aprender a ter o controle sobre ela, sim, são lições, são qualidades
que temos que ter. Então controlar a raiva é um aprendizado, uma qualidade.
Uma lição que faz parte dessa escola de provas e expiações.
Muitas vezes a raiva, ela nem vem para nos mostrar
o controle sobre ela ou algum outro tipo de aprendizado, mas ela vem para nos mostrar que nós estamos
vendo também dentro de nós uma brecha aberta,
onde nós fizemos lá em vidas passadas, algo
parecido, e a atitude daquela pessoa que está na nossa frente, ou que está convivendo com nós,
que está agindo e interagindo com nós nesta vida atual, essa pessoa nos traz situações
que nos faz desenvolver uma raiva incontida.
Porque às vezes ela está mostrando uma situação que nós já vivemos, uma situação que eu posso ter sido igualzinho
lá no passado e depois eu paguei tão caro, porque eu fiz algo que não era necessário, não era preciso,
e extrapolei na dose e paguei muito caro.
E aquela pessoa que hoje me mostra... numa situação parecida, ativa aquela memória,
aquele registro de alma, e me lembra inconscientemente da consequência daquilo.
E eu fico realmente muito mal, porque eu não quero nem lembrar daquela situação sofrida por
causa da consequência de um ato mal pensado. Então a raiva, o rancor se manifesta contra
essa pessoa que me mostrou uma memória. É como se eu tivesse passado há muito tempo
uma situação que me causou dor e sofrimento. Aí, com o tempo, eu até...
Não que esqueci, mas não está mais latente na minha memória.
Aí vem uma pessoa aí do convívio e começa, tu lembra daquela vez que você passou por isso e te fizeram isso?
Você lembra daquele tempo? Quanta dor você sentiu por causa daquilo?
O que acontece? Nós vamos reviver um momento doloroso.
e vamos nos incomodar, vamos ficar realmente revoltados com aquela pessoa que está do nosso lado,
que trouxe a memória para ser revivida.
Então muitas vezes aquelas pessoas que nos causam raiva, elas estão mostrando algo que nós nem
percebemos, porque está no subconsciente, mas estimula uma
frequência que me traz o desconforto, me traz aquele rancor, mesmo que seja...
instantâneo por pouco tempo, mas vai ativar. E sabemos que mágoa, ressentimento, rancor, são energias
de baixa frequência que contaminam o nosso corpo, os nossos sentimentos, o nosso sentir, o nosso
corpo emocional principalmente, e que depois precisa fazer todo o processo de limpeza.
E não era preciso, não era necessário, estava tudo tão bem.
Agora vem uma situação que me bota para baixo. Coloca lá no fundo do poço.
Vou ter que subir tudo de novo. Aumentar, erguer, elevar a frequência, a vibração.
Então, como transmutar mágoa, ressentimento e rancor?
Primeiro, compreender. entendendo o processo da alma que está
encarnada, conhecendo a si mesmo, conhecendo a humanidade, conhecendo as leis divinas.
Então, muitas vezes, nós temos aqui que responder
perguntas que já foram feitas muitas vezes, ou que são parecidas umas das outras.
Eu penso, não seria melhor você escutar os áudios que hoje eu faço, áudios, não faço
mais textos como antigamente, mas tem quase dois mil textos lá na minha página do Facebook.
São nove, dez anos lá que estão disponibilizados textos maravilhosos que trazem informações e aprendizado.
Será que não seria mais fácil buscar lá alguma orientação?
Se eu responder todas as perguntas que me são feitas, eu precisaria, então, me desdobrar em
dez, talvez mais, porque não é possível. Humanamente não é possível responder todas.
Talvez quando nós estivermos ascensionados e seremos mestres ascensos, nós podemos ajudar
pessoas que não ascensionaram. Aí, sim, nós podemos ajudar. várias pessoas ao mesmo
tempo, porque seremos quânticos. E quantas dúvidas for necessárias, porque não
teremos mais a limitação que temos agora, ainda, atualmente aqui nesse planeta.
Este final de ciclo traz a oportunidade de reajustar as nossas equações,
as nossas pendências, as nossas vibrações. Algumas lições que ainda faltam, algum
resgate que ainda está pendente. Mas também temos que trabalhar paciência, amorosidade, compaixão, respeito.
Enfim, agora é um tempo onde nós vamos habilitar as nossas qualidades.
Qualidades necessárias para o breve tempo que já
vai iniciar, que é a nova Terra. Então temos esta encarnação atual para finalizar
aquilo que ainda não foi finalizado.
Ao mesmo tempo, nós curamos a nossa ancestralidade, os traumas.
Porque quando nós falamos em limpar os porões, nós falamos do nosso subconsciente, aquilo que está
embutido abaixo dos véus do esquecimento.
Está na nossa consciência, mas escondidinho.
Por isso é preciso iluminar. Está no escuro, está no porão. Ou acende a luz mais forte no porão
ou traz para fora na claridade do dia. Trazer para a claridade, trazer para a
consciência, iluminar os nossos porões é curar a nossa ancestralidade, curar nossos traumas.
Então muitas vezes, como foi dito aqui antes, mágoa, ressentimento e rancor podem ser ainda limpeza
da nossa ancestralidade, das nossas memórias de alma.
Os registros que trazemos ao longo de todas essas encarnações até aqui.
Encontrar o equilíbrio das emoções. Se eu ainda tenho mágoa, ressentimento, ainda
entro facilmente no rancor, na raiva, eu preciso encontrar o equilíbrio das emoções.
Como é que nós vamos ascensionar como mestres ascensos e... auxiliar aquelas almas que continuarão nas
provas e expiações em outros planetas, porque daqui elas precisam migrar.
Vamos ser os mentores. E aí nós perdemos a paciência com eles.
Se desequilibramos facilmente. Nós temos isso ainda hoje, porque ainda estamos com
o pé na terceira dimensão, nas provas e expiações. Mas no momento que nossa alma finalizar e entrar finalmente na quinta dimensão,
no mundo de regeneração, como mestre ascensionado, as emoções devem estar em completo equilíbrio.
Porque se um mentor meu ou teu hoje perder seu
equilíbrio por nossas facilidades em cair nas baixas frequências,
porque nós estamos ainda na matéria, no mundo de provas e expiações, então para nós ir de 8 a 80 é
uma questão de piscar de olhos. E se os nossos mentores perdem a paciência, então
eles perdem também o equilíbrio das suas emoções, porque
na quinta dimensão, na sexta, sétima, oitava e nona ainda há emoções, porque ainda existe corpo.
material, cada vez mais sutil, mas sempre tem emoções. Sim, então encontrar o equilíbrio das emoções pode ser
às vezes uma tarefa, que essas criaturas que convivem com nós, nos proporcionam através das suas atitudes, as
oportunidades de trabalhar, então, este equilíbrio das emoções através do controle
da mágoa, do ressentimento, e da raiva, do rancor.
Compreender que o outro é sempre um espelho nosso, por isso vemos aquilo que fizemos e
pagamos o preço no passado, traz as memórias de vidas passadas, traz as oportunidades de quitar
pendências, e acima de tudo nos proporciona um entendimento que o outro também está aprendendo.
Se o outro está aprendendo, por que eu vou perder a minha paciência? Por que eu vou sentir raiva?
Por que eu vou sentir mágoa, ressentimento? Se ele mete os pés pelas mãos de vez em quando.
O problema não é meu, é dele. Se eu estou numa escola e o colega do lado tira
zero na prova, é ele que vai ter que se esforçar depois para fazer hora extra, trabalhos extras, provas extras.
Estudo extra para poder se equilibrar. O que importa é a nota que eu vou tirar.
Vai me dar a tranquilidade de terminar a fase sem tanto transtorno.
Se o outro também está aprendendo, vamos entender que ele tem altos e baixos.
Se ele fez algo que eu não gosto, é porque eu já passei pela lição, já aprendi, ele não.
O vitimismo, esta é uma grande preocupação
ainda, neste momento, nesta fase atual da
Terra, desta escola de almas. Quanta gente, quanta gente prefere fugir das suas
provas, se colocando no papel de vítima. Porque é o outro que me atingiu, porque é o outro
que me atrapalha, porque é o outro que me impede, porque é o outro que pode e eu não posso.
Porque o outro... Porque o outro... Porque o outro... Bom, quando o vitimista começa a entrar
nessa fase, ele não vai mais evoluir. Porque ele não vive mais a vida dele, ele vive a vida dos outros.
E sem ele viver a vida dele, ele não vai fazer as provas que precisa. É como se fosse um aluno ausente na sala de aula.
Vai se preocupar com os outros, mas não vai para a escola. Não sai de casa.
Não dá um passo. Não faz um esforço. E olha, que nós temos a frase atribuída
ao grande mestre Cristo Jesus, que disse:
A cada um segundo suas obras.
A cada um segundo seus esforços. Será que precisamos nós dizer isso?
Se a voz do grande mestre não foi ouvida,
quem mais pode se fazer ouvir para dizer isso?
"A cada um segundo seus esforços."
Nós poderíamos citar outros exemplos de frases famosas, de ditos populares, como "quem procura acha".
"Quem se esforça vence." Porque tudo é conseqüência do esforço de
cada um, da intenção, do querer. O vitimista não faz absolutamente nada.
Ele espera o tempo todo que alguém faça por ele. E ainda se acha no direito de acusar aquele que
não satisfez as suas vontades, ou não fez do seu jeito, da maneira que ele queria que outro fizesse.
Se tem uma pessoa difícil de lidar, de aceitar, é o vitimista, porque a gente perde a vontade de ajudar.
Talvez seja a última fase de quem quer ser mestre a senso.
A última fase a ser transposta, porque talvez o último degrauzinho da escada da evolução da alma,
porque a gente às vezes fica com vontade de ajudar
todas as pessoas, mas o vitimista é difícil, porque
tem que ter estômago para ajudar um vitimista. Porque você faz tudo o que você pode
e aquilo que você talvez não pode em favor dele, e ainda assim ele se acha vítima.
Se acha no direito de criticar, de não gostar...
cobrar que o outro podia fazer mais ou melhor e não fez.
Às vezes é preciso deixar o vitimista levar uns belos tombos. Quem sabe ele aprende a levantar.
Porque senão cada vez que ele cai, ele fica gritando para que alguém vá lá e bota uma maca do lado e carregue ele.
Às vezes ele precisa andar com as próprias pernas, fazer um esforço para levantar.
Então às vezes o universo prepara armadilhas para o vitimista, para que ele realmente caia, bastante, muitas vezes.
E aí você consegue aprender. Não há outra maneira de ajudar o vitimista.
E também temos, às vezes, dentro aqui do tema de hoje, o desejo de mudar o outro.
Este é um problema. Por mais bem intencionado que cada um é no
seu dia a dia, ele sempre vai ter aquela vontade de ajudar o outro, de mudar o outro.
Porque ele acha que é um bem que ele faz.
E na verdade, se o outro precisa passar por debaixo
da ponte para aprender uma lição, eu não posso levar ele carregado nas costas e por cima da ponte.
Porque senão eu estou impedindo ele de aprender a lição que ali estava.
Nós temos que ter o cuidado de ajudar aquele que nos pede ajuda no momento que ele pede,
porque ali é o momento que ele precisa. Quando ele se garante com as suas próprias pernas, deixe ele fazer as suas missões.
Querer mudar o outro, não, você não pode ir por ali, mas é lá que está o desenho
que ele precisa ver para compreender uma situação.
Então nós temos sim que ter cuidado, também não podemos permitir coisas que fogem as leis dos homens.
Mas as leis divinas precisam ser respeitadas, cada um tem as suas lições.
Nós temos que entender esta diferença, a lei dos homens e as leis divinas.
As leis divinas são justas, as leis dos homens nem sempre.
Mas querer mudar o outro por nosso capricho
não é nem divino e nem humano. Nenhuma das leis se encaixa aqui.
Se queremos que o outro ande na linha, então tem a aplicação das leis humanas.
Mas ele precisa experienciar dentro das leis humanas os
seus limites, as suas experiências, o seu aprendizado.
E por fim, para terminar esse tema de hoje, muitas vezes a mágoa,
o ressentimento, o rancor, também é resultante...
da crença que nós temos de depender dos outros, a dependência, o apego, o
não acreditar na sua própria potencialidade. Aí ficamos na dependência que os outros
nos amparem, nos ajudem e façam por nós. E se o outro não faz, aí nós
estimulamos a mágoa, o ressentimento, o rancor. Porque esperávamos que o outro fizesse e ele não fez.
A cobrança, exigir obrigação do outro, porque o outro tem obrigação.
Nós não temos obrigações com ninguém. A única obrigação que nós temos é com nós mesmos,
é cumprir o nosso plano de alma da melhor forma possível. Se eu não fizer isso,
minha encarnação terá valido pouco, ou nada.
Obviamente, dentro da obrigação comigo, eu posso agregar auxílio, responsabilidade, amorosidade,
compaixão, caridade, todos os predicados positivos
que se possa imaginar. Aí, então, eu faço um bolo completo,
o melhor de todos, porque eu junto.
Coisas positivas, eu junto qualidades, eu junto ganhos, e
tudo isso se transforma em bônus, em mérito.
Mas a obrigação é comigo. Mesmo que eu tenha uma missão com alguém, eu não tenho obrigação, é missão.
Missão é voluntário, é agir de forma voluntariosa.
Voluntária, eu não tenho obrigação nem de cumprir a missão que eu vim, em relação a outras pessoas.
Eu posso ter o livre-arbítrio, tenho o livre-arbítrio de escolha, de não fazer nesta vida a missão.
Mas se eu tenho a missão, eu vou cumprir a missão com alegria, mesmo que seja difícil, mas ela dá satisfação.
Mas eu não faço por obrigação. Quando nós fazemos algo por obrigação, a energia que
sai dali, que resulta dali, quase não tem valor nenhum. Porque é uma energia contaminada, de
baixa frequência, ela soma muito pouco. O resultado é quase nulo.
Não faça nada por obrigação. Faça com amor, nem que seja
um pouquinho daquilo que você gostaria. Não precisa fazer muito, mas faça com amor.
Porque aí você vai dar o tempero da frequência elevada.
Fazer 10% de algo com amor é muito mais positivo do que fazer 100% sem amor.
E olha a diferença do trabalho que dá.
São pequenas coisas que aos poucos nós vamos absorvendo.
Compreendendo, e ao compreender nós aceitamos, e quando compreender e aceitamos, nós soltamos
todas as amaras que nos prendem à velha Terra. À dimensão de um mundo de provas e expiações.
É o momento final dessa fase, desse ciclo. Estamos a um passo, a um passo de finalizar a ponte,
a travessia que separa os dois mundos, os dois ciclos.
Tudo vai acontecer nesta encarnação. Então, vamos nos alegrar com todas essas oportunidades,
vamos fazer o nosso melhor, porque eu já disse várias vezes anteriormente, fazer o melhor ou
fazer o pior, o serviço é o mesmo. E já que vamos nos determinar a
fazer esse serviço, vamos fazer o melhor. Pelo menos o resultado e os créditos são bem maiores.
E assim, eu vos deixo com o meu abraço de luz em cada um de vocês.
Namastê.
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