segunda-feira, 9 de março de 2026

ESPERI MUITO POR ISSO



Transcrição


Procurar no vídeo
Os seus dentes podem voltar a crescer e
a ciência já está provando isso. Eu sei
que parece impossível. Eu mesmo acharia
isso difícil de acreditar se não tivesse
lido os estudos com os meus próprios
olhos. Mas fique comigo esses minutos,
porque o que eu vou mostrar hoje vai
mudar completamente a forma como você
entende a saúde dental depois do 60.
Bem-vindo, bem-vinda. Eu sou a Dra.
Helena Guimarães. E se você está aqui, é
porque se importa com a sua saúde, com a
saúde da sua família e quer envelhecer
com dignidade, com força e com um
sorriso que não custe uma fortuna. É
exatamente disso que falamos neste
canal. Saúde Snior. Saúde depois do 60,
bem-estar real para a melhor idade. Aqui
não vendemos milagres, aqui trazemos
ciência, natureza e soluções práticas.
E antes de continuar, se você é novo por
aqui, me faça um favor, pressione o
botão de se inscrever e dê um like neste
vídeo. Não faça isso por mim, faça por
você, porque toda semana trazemos
informações que o seu médico talvez não
tenha tempo de contar em uma consulta de
15 minutos. Pronto, vamos começar. Quero
que você pense por um momento em alguém
que você conhece, ou talvez em você
mesmo. Uma pessoa com mais de 60 anos
que um dia se olhou no espelho e notou
algo que apertou o coração. Um dente que
já não estava mais, uma molar perdida há
anos, ou talvez você ainda os tenha, mas
os sente soltos, sensíveis, como se
estivessem ali de empréstimo, prestes a
ir embora. E isso dói, não só
fisicamente, mas por dentro também.
Porque os dentes não são simplesmente
ossos brancos na boca, eles fazem parte
da sua identidade. São o motivo pelo
qual você sorri com confiança ou tapa a
boca na hora de rir. São a diferença
entre aproveitar um bom churrasco em
família ou ter que se contentar com
sopas e alimentos moles enquanto todos
os outros comem. No Brasil, mais de 60%
das pessoas com mais de 65 anos já
perderam pelo menos um dente permanente
e uma porcentagem alarmante perdeu a
maioria. Isso não é só um problema
estético, é um problema de saúde sénior
gravíssimo, que afeta a nutrição, a
digestão, a autoestima e até a saúde do
cérebro. É isso mesmo e vamos falar
sobre isso também hoje. Agora, quando
alguém perde um dente, o que o dentista
costuma dizer? Implante. E um implante
dental pode custar entre 1000 e R$ 3.000
por um único dente. Para muitas famílias
brasileiras, isso é simplesmente
impossível. é o dinheiro do remédio da
feira dos netos. E então a pessoa mais
velha desiste, se exigna e vive com o
buraco na boca, literalmente. Mas o que
vou contar hoje muda essa história e eu
prometo que não estou inventando nada.
Isso tem nome, tem instituição e tem
publicação científica. Ao final deste
vídeo, vou revelar o fator mais
importante que os pesquisadores
japoneses identificaram para que isso
funcione no seu caso específico. Então,
não vai embora, fique até o final,
porque esse detalhe muda tudo. Deixa eu
te contar como tudo começou. Na
Universidade de Kyoto, no Japão, um
grupo de pesquisadores passou mais de
duas décadas estudando algo que parecia
ficção científica, as células
troncodentais. Células que vivem dentro
dos nossos próprios dentes, na raiz, nos
tecidos ao redor da mandíbula e que tem
a capacidade de se regenerar, de se
reconstruir, de despertar depois de anos
de inatividade. Pense assim: imagine que
a sua boca é um jardim. Quando um jardim
é abandonado, as plantas morrem, a terra
endurece e parece que não pode mais dar
vida. Mas se você devolver os nutrientes
certos, se regar com constância, se
eliminar as pragas que estavam
destruindo tudo, esse jardim pode
florescer de novo. Até plantas que
pareciam mortas podem reviver pela raiz.
Foi exatamente isso que os cientistas
japoneses liderados pelo Dr. Katso
Takarrassi do hospital médico de Kyoto
descobriram com os dentes.
Eles identificaram uma proteína
específica chamada, um que age como um
freio, como um interruptor desligado,
dizendo as células do dente: "Não
cresça, não se regenere e fique parada".
E quando conseguiram bloquear essa
proteína em experimentos com animais,
algo incrível aconteceu. Os dentes
começaram a crescer de novo. Em
camundongos que tinham perdido dentes,
novos dentes começaram a aparecer após o
tratamento. E em estudos mais recentes
com primatas, cuja estrutura dental é
mais próxima da humana, os resultados
foram igualmente surpreendentes. Isso
não é conto. Está publicado na revista
científica Science Advences, disponível
para qualquer pessoa no mundo ler. Agora
o tratamento com anticorpos para
bloquear o Usag. Um ainda está em fases
clínicas. Estima-se que esteja
disponível para humanos por volta do ano
2030. Mas aqui vem a parte que mais me
entusiasma e a parte que você pode
começar a aplicar hoje mesmo sem esperar
um único dia. Porque o que esses mesmos
cientistas documentaram é que um
ambiente onde essas células
troncodentais vivem é determinante.
Mesmo que o medicamento ainda não esteja
disponível, o estado do seu corpo, a
inflamação das gengivas, os nutrientes
que chegam à mandíbula, a qualidade da
sua saliva, o pH da sua boca, tudo isso
pode manter essas células adormecidas em
condições ideais, prontas para quando o
tratamento chegar ou simplesmente para
que o seu corpo, por seus próprios meios
naturais, ative ao máximo seus
mecanismos de recuperação. E é
exatamente isso que vamos desenvolver
hoje, passo a passo, sem termos médicos
complicados, sem dor de cabeça. Lembra
que falei do fator mais importante? Vou
revelar no final, mas tudo que você vai
aprender agora é o caminho que leva até
lá. Pense no motor de um carro velho. Um
carro que há anos percorre estradas,
carrega família, suporta o calor e a
chuva. Com o tempo sem manutenção, o
motor começa a acumular sujeira, o óleo
contamina, as peças se desgastam. O
carro não para de vez, vai perdendo
força aos poucos. Um dia custa ligar,
outro dia faz um barulho estranho e se
não for cuidado a tempo, um dia
simplesmente não liga mais. A inflamação
crônica no corpo humano funciona
exatamente assim. É aquele fogo suave
que queima sem você ver, sem febre, sem
dor aguda, mas que vai danificando os
tecidos por dentro. E para a saúde
dental depois do 60, essa inflamação é o
inimigo número um. Por quê? Porque o
tecido que sustenta os seus dentes, o
que os dentistas chamam de periodonto, é
extremamente sensível à inflamação.
Quando a inflamação crônica nas
gengivas, o corpo começa a destruir o
osso alveolar, que é o osso da
mandíbula, onde os dentes estão fixados.
Quando esse osso enfraquece, os dentes
afrouxam, caem e as células tronco que
poderiam regenerá-los ficam adormecidas
num ambiente tóxico onde não conseguem
funcionar.
A pergunta então é: onde vem essa
inflamação? E aqui é onde muitos adultos
mais velhos se surpreendem, porque a
inflamação que destrói os seus dentes
nem sempre começa na boca. Às vezes
começa no intestino, às vezes vem do
açúcar no sangue, às vezes vem do
estresse acumulado de décadas, às vezes
é consequência de uma dieta que parece
saudável, mas que tem ingredientes que
para o seu corpo nessa fase da vida se
comportam como um veneno suave. Vamos
por partes, porque cada um desses
fatores tem solução prática e você pode
começar a aplicar ainda essa semana.
O açúcar refinado é o primeiro grande
culpado. E não estou falando só do
açúcar no café ou na sobremesa do
domingo. Estou falando do açúcar
escondido nos sucos de caixinha que
muitos idosos tomam achando que são
saudáveis. do açúcar no pão branco, que
vira glicose puros
depois de comer. Do açúcar nos biscoitos
diet, que dizem 0% de gordura, mas estão
cheios de frutose de milho. Quando o
açúcar entra no corpo em excesso, faz
duas coisas devastadoras para os seus
dentes. Primeiro, alimenta as bactérias
ruins que vivem na placa dental, que
produzem ácidos que corromem o esmalte e
destróem as gengivas. Segundo, disz para
a insulina, que quando está cronicamente
elevada gera um estado inflamatório
sistêmico, aquele incêndio silencioso
que falei antes. O segundo culpado são
os olhos vegetais refinados, os óleos de
milho, de soja, de girassol, que estão
em quase toda a comida industrializada.
Esses olhos têm um desequilíbrio grave
entre os ácidos grchos ômega 6 e ômega3.
E isso, queira ou não, é um acelerador
de inflamação. Trocá-las por azeite de
oliva extravirgem por abacate ou por uma
pequena quantidade de manteiga de boa
qualidade faz uma diferença que os
estudos mostram claramente nos níveis de
marcadores inflamatórios. E o terceiro
culpado que provavelmente você não
esperava, os refrigerantes diet. Muitos
idosos os escolhem porque não tem
açúcar, mas os adoçantes artificiais,
como o aspartame e a sacarina alteram o
microbioma intestinal e um intestino
desequilibrado produz mais inflamação
sistêmica. Além disso, o ácido fosfórico
das bebidas carbonatadas tem um pH que
literalmente dissolve o esmalte dental,
como vinagre sobre o mármore. Mas não se
trata de proibir tudo, nem de
transformar a comida em castigo.
Trata-se de fazer trocas inteligentes.
Em vez de suco de caixinha, água com
limão natural e uma pitada de sal
marinho. Em vez de pão branco, uma
tapioca ou pão integral de verdade. Em
vez de refrigerante diet, água mineral
com uma rodela de laranja. Pequenas
mudanças que o seu corpo nessa fase da
vida agradece de um jeito que você vai
sentir em poucas semanas. Lembre-se
sempre de consultar o seu médico antes
de fazer mudanças na alimentação,
especialmente se você tem diadetes,
hipertensão ou outras condições que
precisam de acompanhamento.
Agora sim, vamos ao que o seu corpo
precisa para manter esse jardim dental
em condições ideais. O primeiro
nutriente que quero mencionar é a
vitamina K2. Não a K1, que está nas
folhas verdes, mas a K2, que direciona o
cálcio para os ossos e dentes e o afasta
das artérias onde ele não deve estar. A
maioria dos adultos mais velhos no
Brasil t uma deficiência severa de K2 e
nem sabe disso. Os médicos raramente a
medem porque não faz parte dos exames de
rotina. As melhores fontes naturais são
o nato, que é uma soja fermentada
japonesa, os queijos curados, a gema de
ovo de galinha caipira e algumas
víceras.
O segundo nutriente é a vitamina D3. E
aqui temos um paradoxo quase cômico, se
não fosse tão sério. O Brasil é um país
com só o ano todo e mesmo assim temos
níveis muito baixos de vitamina D. Por
quê? Porque depois dos 60 a pele perde
entre 70% e 75% da sua capacidade de
sintetizar vitamina D. Então, mesmo que
você saia para caminhar todos os dias, o
seu corpo já não a produz como antes. A
vitamina D3 é essencial para a absorção
do cálcio, para a imunidade das gengivas
e para reduzir a inflamação do
periodonto. O terceiro elemento é o
magnésio. O magnésio é tão importante
para os dentes que eu poderia dedicar um
vídeo inteiro a ele. Ele participa de
mais de 300 reações enzimáticas no corpo
e uma das mais críticas é a
mineralização do esmalte dental. O
esmalte não é um material inerte, ele
pode se remineralizar com os nutrientes
certos e o magnésio é fundamental nesse
processo. As fontes mais ricas são as
sementes de abóbora, as amêndoas, o
cacau puro sem açúcar e as leguminosas.
O quarto é o colágeno. E quando digo
colágeno, não estou falando dos
pós-coloridos anunciados na televisão
com modelos jovens. Estou falando dos
precursores naturais do colágeno, a
vitamina C de fontes reais, como a
cerola, o caju, a goiaba, o pimentão e
também o caldo de ossos, que é um dos
alimentos mais regenerativos para os
tecidos das gengivas que existe. Em
quase todas as cozinhas brasileiras
temos acesso a esse caldo que as nossas
avós faziam e que a modernidade jogou
fora. É hora de trazer de volta. Deixa
eu te contar algo que a maioria das
pessoas, até muitos médicos, ainda não
conecta na mente. A saúde do seu
intestino e a saúde da sua boca são
inseparáveis. São como a fundação e as
paredes de uma casa. Você pode pintar as
paredes quantas vezes quiser, mas se a
fundação estiver rachada, a casa vai
cair de qualquer jeito.
Existe o que os cientistas chamam de
eixa intestino oral. É uma via de mão
dupla de informação bacteriana e
inflamatória que conecta o seu trato
digestivo com a sua boca. Bactérias
ruins que colonizam as gengivas
inflamadas foram encontradas no
intestino de pessoas com doença
periodontal severa. E ao contrário
também, o intestino com desbiose, ou
seja, com desequilíbrio entre bactérias
boas e ruins, gera uma resposta
inflamatória que viaja diretamente para
as gengivas.
O que destrói o microbioma intestinal
nos adultos mais velhos. Os antibióticos
tomados repetidamente sem probióticos de
reposição, o estresse crônico, a falta
de fibra vegetal variada e o consumo
excessivo de ultraprocessados. Restaurar
o microbioma não é complicado nem caro.
Começa com algo simples, como comer
todos os dias pelo menos cinco tipos
diferentes de vegetais, incluir
alimentos fermentados como o iogurte
natural, sem açúcar, o kefir, o chucrute
ou simplesmente o coalhada que as nossas
avós brasileiras conheciam muito bem. O
intestino saudável produz inflamação
sistêmica. Menos inflamação significa
gengivas mais saudáveis. Gengivas mais
saudáveis significam um ambiente melhor
para as células troncodentais. Viu como
tudo se conecta? Isso não é mágica, é
biologia. É a sabedoria do corpo humano
funcionando como deveria funcionar
quando damos a ele as condições certas.
E por falar em condições certas, lembra
que vou revelar o fator mais importante
que os cientistas japoneses
identificaram? Estamos quase lá, mas
antes quero falar de algo que raramente
é mencionado nos vídeos de saúde dental.
O estresse, não estresse da prova da
faculdade ou do chefe difícil no
trabalho. Estou falando do estresse
acumulado de décadas. O estresse de ter
criado filhos, de ter enfrentado perdas,
de ter cuidado de pessoas doentes, de
ter dormido mal por anos por
preocupações com a família ou com
dinheiro. Esse estresse crônico eleva o
cortisol. E o cortisol elevado de forma
prolongada faz três coisas muito
concretas que prejudicam os dentes.
Primeiro, suprime o sistema imunológico
das gengivas, deixando-as vulneráveis à
infecção bacteriana. Segundo, aumenta a
inflamação crônica que destrói o osso
alveolar. E terceiro, muitas pessoas sob
estresse apertam a mandíbula enquanto
dormem, o que se chama bruxismo e que
desgasta o esmalte de uma forma que
nenhum dentista consegue reparar
facilmente.
Como lidar com isso de forma prática?
Não vou dizer para você eliminar o
estresse, porque isso é impossível e é
um conselho inútil. O que posso dizer é
que técnicas simples com uma respiração
diafragmática por 5 minutos antes de
dormir, uma caminhada de 20 minutos pela
manhã e manter uma rotina de sono
estabelecida tem efeitos documentados
sobre os níveis de cortisol e sobre os
marcadores de inflamação nas gengivas.
Pequenas ações, resultados reais. Vamos
falar de higiene, porque aqui existem
erros que quase todos os adultos mais
velhos cometem e ninguém corrige. O
primeiro é escovar com muita força.
Muitas pessoas acham que quanto mais
forte escovar, mais limpos ficam os
dentes. Errado. Escovar com força
destrói o esmalte e atrai as gengivas,
deixando as raízes expostas e
vulneráveis. A técnica correta é suave
circular, inclinada a 45º em direção à
linha da gengiva por pelo menos 2
minutos. duas vezes ao dia. O segundo
erro é ignorar o fio dental ou irrigador
bucal. A placa bacteriana que se acumula
entre os dentes e abaixo da gengiva é a
principal causa da doença periodontal e
a escova não chega lá. O fio dental
usado corretamente uma vez por dia pode
transformar a saúde das suas gengivas em
poucas semanas. Para quem tem artrite ou
dificuldade de movimento nas mãos, os
irrigadores bucais de água com baixa
pressão são uma alternativa excelente e
muito eficaz.
O terceiro ponto é o enxaguante bocal.
Os enxaguantes com álcool, que são os
mais comuns no mercado, matam tanto as
bactérias ruins quanto as boas, ressecam
a boca e alteram o pH. Para os adultos
mais velhos, que já têm problemas de
boca seca, o que é muito comum por causa
dos remédios que tomam, esses
enxaguantes pioram o problema. Uma
alternativa muito melhor é um enxaguante
com água morna, sal marinho e uma
pequena quantidade de bicarbonato de
sódio. Isso alcaliniza o ambiente, reduz
as bactérias ruins sem destruir o
microbioma bucal e é praticamente
gratuito.
E o quarto conselho, que é um dos mais
importantes e menos conhecidos, o óleo
de cocô para fazer o que se chama de oil
pulling. Essa prática vem da medicina
aurvédica, mas foi estudada por
pesquisadores modernos com resultados
muito interessantes. Consiste em tomar
uma colher de sopa de óleo de cocô
virgem e passá-lo suavemente pela boca
por 10 a 15 minutos, como um enxaguante,
mas mais viscoso e ativo. O óleo captura
as bactérias ruins, reduz a placa,
melhora a saúde das gengivas e deixa um
ambiente bucal mais limpo. Faça isso
pela manhã antes de escovar. Cuspa o
óleo no lixo, nunca na pia, porque pode
entupir o cano. Depois escove
normalmente.
Tem algo que quero que você nunca
esqueça. O corpo não se repara quando
você está acordado, ele se repara
enquanto você dorme. Durante o sono
profundo, o corpo libera o hormônio do
crescimento, ativa células tronco em
todos os tecidos, incluindo os tecidos
dentais e gengivais, e realiza processos
anti-inflamatórios que são impossíveis
de replicar de outra forma. Os adultos
mais velhos têm com muita frequência
problemas de sono. Apneia do sono não
diagnosticada, insônia, sono superficial
que não chega às fases profundas. E isso
tem um impacto direto na capacidade
regenerativa dos tecidos da boca. Se
você dorme mal, o seu corpo simplesmente
não tem tempo nem condições para reparar
o que o dia danificou.
Melhorar o sono nem sempre exige
medicação. Muitas vezes exige reduzir a
exposição atelas uma hora antes de
dormir, manter o quarto fresco e escuro,
jantar levinho e cedo, e tomar um chá de
maracujá ou de valeriana, que tem
efeitos relaxantes documentados, sem os
efeitos colaterais dos remédios para
dormir. E sempre, sempre consulte o seu
médico se o problema de sono for sério.
Chegou o momento. Prometi no início e
várias vezes ao longo deste vídeo
revelar o fator mais importante que os
cientistas japoneses identificaram como
determinante para que as células tronco
dentais possam se ativar e funcionar ao
máximo. Quero que você ouça isso com
atenção, porque não custa dinheiro, está
disponível para você agora mesmo e muda
tudo que aprendeu hoje. O fator mais
importante é a hidratação celular,
especificamente a hidratação dos tecidos
do periodonto e da polpa dental.
As células troncodentais, essas células
que dormem no tecido das suas raízes e
que podem, nas condições certas, iniciar
processos de regeneração, vivem num
ambiente de colágeno e fluidos
extracelulares que dependem
absolutamente do estado de hidratação do
corpo. Quando uma pessoa mais velha está
cronicamente desidratada, o que é a
regra e não a exceção, porque a sensação
de sede diminui com a idade, essas
células estão basicamente num deserto.
não tem os fluidos necessários para se
comunicar, para se dividir, para fazer o
seu trabalho. Os pesquisadores do Dr.
Takarrasse descobriram que nos
camundongos com melhor hidratação
tisular, a resposta à estimulação das
células troncodentais foi
significativamente maior. O tecido bem
hidratado respondia, o tecido
desidratado permanecia em neft. Mas aqui
tem um detalhe importante que a maioria
das pessoas não conhece. Não basta tomar
água. É preciso tomar a água certa da
maneira certa. Pessoas mais velhas que
bebem 1 litro de água de uma vez não
estão hidratando as células, estão
sobrecarregando os rins. A hidratação
celular profunda exige água tomada em
pequenos goles ao longo do dia, de
preferência com traços de minerais como
o sódio, o potássio e o magnésio, para
que a água possa entrar nas células em
vez de passar direto. Uma estratégia
simples e eficaz que você pode começar
amanhã mesmo. Para cada copo de água que
tomar, adicione uma pitadinha de sal
marinho ou sal do Himalaia. Uma pitada,
não uma colher. Isso fornece os
eletrólitos que abrem os canais de
hidratação celular. Tome entre seis e
oito copos por dia dessa forma,
distribuídos ao longo do dia. Se tiver
dificuldade de lembrar, deixa uma
garrafinha visível na mesa de jantar, na
mesinha de cabeceira, no banheiro.
Isso, combinado com tudo o que falamos
hoje, cria o ambiente ideal para que os
seus tecidos dentais funcionem ao máximo
da sua capacidade regenerativa. Não
estou prometendo que vão crescer dentes
novos amanhã. O tratamento clínico ainda
está em desenvolvimento, mas digo com
toda a responsabilidade que manter esse
ambiente celular ótimo é a diferença
entre uma pessoa que chega aos 80 anos
com os tecidos em condições de responder
ao avanços médicos que estão chegando e
uma pessoa que chega com tudo destruído
e sem opções, você tem o poder de
escolher em qual desses dois grupos
estar. E esse poder se exerce com
decisões pequenas, diárias constantes à
que eu te dei hoje. Quero terminar
dizendo algo que considero fundamental.
Você não está velho, você está maduro. O
seu corpo acumulou décadas de sabedoria,
sobreviveu a coisas que um jovem não
conseguiria imaginar e ainda tem uma
capacidade de recuperação que a ciência
está apenas começando a compreender em
toda a sua magnitude. Não desista da sua
saúde. Não aceite como inevitável a
perda, a deterioração, a dor. Há sempre
algo que pode ser feito. Sempre há um
próximo passo em direção a uma vida com
mais qualidade, mais dignidade e mais
alegria. O que você aprendeu hoje é só o
começo. Você reduziu a inflamação pela
alimentação, fortaleceu os tecidos com
os nutrientes certos, melhorou o
microbioma, mudou a higiene dental,
protegeu o sono e agora sabe que a
hidratação celular é a chave mestra da
regeneração. Isso é um arsenal completo.
Use-o. E antes de ir, preciso te pedir
um favor enorme, que não me custa nada,
mas que pode mudar a vida de alguém que
você ama. Compartilhe este vídeo com um
familiar, com um amigo, com alguém da
sua comunidade que esteja sofrendo com
os dentes, que não tenha dinheiro para
implantes, que tenha se resignado a
viver com aquele buraco no sorriso. Faça
com que ele veja este vídeo, porque a
informação que está aqui não é ensinada
nos consultórios, não sai nos jornais e
não chega sozinha à porta de ninguém. e
me deixe o seu comentário aqui embaixo.
Me conta de qual estado você está
assistindo, quantos anos você tem ou tem
a pessoa da sua família que precisa
deste vídeo. Qual dos conselhos de hoje
te pareceu mais novo, mais
surpreendente? Eu leio os comentários
pessoalmente. Nem sempre consigo
responder a todos, mas leio e eles me
ajudam a saber quais temas preparar para
a próxima semana.
Se ainda não se inscreveu, este é o
momento. Pressione o botão vermelho,
ative o sininho para receber as
notificações e faça parte desta
comunidade de adultos mais velhos que
decidiram cuidar da própria saúde. Aqui
neste canal falamos de saúde sior com
respeito, com consciência, com carinho e
sem rodeios. Eu sou a Dra. Helena
Guimarães. Cuide-se muito, cuid-se com
informação e lembre-se sempre, a idade
não é um limite. É uma plataforma a
partir da qual você pode viver melhor do
que nunca. Até a próxima. M.


 

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